
Pensei em parar;
Parei de pensar;
Parei;
Pensei;
Pensei em voltar;
Voltei a pensar;
Voltei;
Pensei...
Saudações meus nobres juvenílicos! Após meses de ensurdecedor silêncio regresso ao nosso convívio. Contudo, sinto informá-los que o vovô Camus não se encontra mais entre nós, pelo menos visivelmente. Seu corpo começou a demonstrar sinais de fraqueza a ponto de não suportar o voraz desgaste proporcionado pela ação do tempo. Sábado, dia 14, a senhora de certezas incertas o levou sem que eu pudesse me despedir. Assim sendo, o faço agora ao lembrá-los do final da conversa que gravei com ele e que publiquei neste espaço nos dias 27 e 28 de abril de 2005 (basta, a quem se interessar, acessar as datas indicadas no histórico ao lado).
Ao final de mais uma conversa indaguei-lhe: Diga-me algo que o senhor ainda não fez e espera um dia poder fazer, ao que ele respondeu prontamente: “Voar! Quero ir ao céu, ter contato com as nuvens”! Ao fechar os olhos o vejo voando com o mesmo sorriso esboçado ao partir.
Obrigado, meu avô!
Informo-lhes, caros juvenílicos, que o juvenília voltou, a partir do presente texto, a se manifestar. Aguardo vossas inestimáveis visitas.