
Imagine duas pessoas com as quais você pode estabelecer uma relação comercial. Uma delas é conhecida por cumprir religiosamente seus acordos. A outra, no entanto, tem um histórico que a remete a certa apreensão, considerando os acordos não cumpridos. Indaga-se, pois, com quem você prefere manter relações?
Países como Brasil e Venezuela já deixaram, desde 1824, de cumprir suas dívidas respectivamente sete e nove vezes, enquanto Canadá e Coréia do Sul sempre honraram as suas. O que justifica os calotes daqueles? O fato de não serem ricos? Se fosse assim, a Índia, que em se tratando de pobreza supera o Brasil, não teria honrado todos os seus compromissos. No Brasil, por exemplo, já se falou por diversas vezes e de maneira natural em calotes. Aliás, calote nesta terra ainda é apresentado como bandeira de luta e plataforma eleitoral.
É por isso, senhor presidente, que os riscos aos empréstimos e investimentos realizados no Brasil são superiores aos encontrados nos EUA. O país ainda carrega consigo essa triste e lamentável referência.
As pedras pontiagudas do caminho marcaram teus pés, deixando-os em carne viva; O lápis do tempo traçou linhas aleatórias em tua face quase morta; Onde estava eu, enquanto tu te esvaías? Não se sabe! Talvez contigo, talvez sem mim; O tempo passou sem que passássemos um pelo outro; Sem que cruzássemos olhares; Ainda assim nos imaginávamos juntos num universo paralelo, distante, talvez inexistente; Éramos um para o outro, frutos de uma imaginação insistente, porém improvável; Certa feita, contudo, o impossível driblou as leis que o obstruía e se manifestou; Foi-nos dada uma chance, esquecemos tudo e mergulhamos num primoroso nada. Este nada hoje para nós é tudo! Meu tudo está e sempre esteve além de mim; Em você, em lugar algum.