Albert Camus

Constatar o absurdo da vida não pode ser um fim,
mas apenas um começo...

Albert Camus






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Precisa-se de céticos

Já discorri diversas vezes sobre o aquecimento global, mais precisamente sobre a sua veracidade. Assim, por um lado, distingui certeza de crença. Os efeitos do aquecimento são crenças e não certezas. Por outro lado, expus a desconfiança, que merecia ser de todos, sobre o que disseram os supostos “cientistas” a despeito dessa nova bandeira. Mencionei alguns renomados especialistas e as suas posições céticas. Enfim, contrapus o exposto no palco ao ceticismo dos bastidores.

 

Não me consta ter visto na grande mídia algo referente à “Conferência Internacional sobre Mudança Climática - Aquecimento Global: Verdade ou Fraude?”, realizado em Nova York nos dias 2, 3 e 4 de março pelo Instituto Heartland, que juntou os céticos do meio ambiente. É bem verdade que não tenho acompanhado as notícias, mas caso algo desse tipo tenha recebido alguma menção foi de maneira terciária.

 

A grande conclusão apontada pelo aludido encontro foi a seguinte: o clima está, há tempos, em constante mudança, e continuará mudando independente da ação humana. Assim sendo, caros leitores, a mudança climática não é uma catástrofe; não há comprovação alguma (por mais que a mídia faça parecer o contrário) que o aquecimento é obra da ação humana. É óbvio que há o efeito estufa, caso contrário, conforme nos lembra Thomas Sowell, o lado do planeta que não estivesse voltado para o sol congelaria toda noite. O que ora se questiona são as implicações acerca das medições da temperatura.

 

Esses e outros tantos contrapontos precisam ser considerados para que possamos ter acesso ao outro lado da moeda. Tudo que se faz repetidamente parece correto, normal com o passar do tempo. Não aceite nada sem antes questionar, mesmo que isso lhe renda a alcunha de cético.  



:: Escrito por: Camus às 10h22
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Retorno ao de sempre

A essa altura me resta ofertar a todos os leitores deste blog, um feliz ano velho. Registro minhas escusas pelo atraso da oferenda. Sim, continuo lento, tão lento que pareço estático; A lentidão, digo-lhes, sou eu! Mas, segue um texto referente à maneira de pensar e atuar de alguns tantos.

 

A forma de um país pensar interfere decididamente no seu desenvolvimento. Uma pessoa de origem pobre, por exemplo, ao assassinar alguém tem ao seu favor o argumento de ser vítima da pobreza. Se assassino e assassinado são vítimas, indaga-se, quem é o algoz? Para muitos, especialmente para os representantes da inteligência tupiniquim, a pobreza é a grande vilã. O discurso é um estímulo ao vômito, mas há quem o defenda com unhas e dentes. Assim sendo, caros leitores, para dizimar a violência, ouçam bem, basta enviar todos os pobres para a ilha de Lost.

 

De quem é a culpa quando integrantes do governo usam cartões corporativos para fins impróprios? Alguém arrisca? De todos aqueles que se possa imaginar, menos de seus portadores. A ex-ministra da igualdade racial Matilde Ribeiro deixou o cargo depois da revelação sobre seus gastos irregulares com o cartão corporativo. O PT, em vez de repreendê-la ou abrir um processo interno, divulgou uma nota atribuindo sua saída ao preconceito das elites. Pressionei as duas mãos contra a cabeça, mas não foi o suficiente para compreender a complexa resposta do PT.

 

Agora, digam-me: como é possível alguém ter suas afirmações exaltadas simplesmente por se tratar de um autor de valorosa obra? Neste torrão, não são as idéias que importam, mas quem as defende. As afirmações do Niemeyer, mesmo quando advogam regimes liderados por facínoras, são dignas de inquestionável louvor, simplesmente por ter ele desenhado algumas colunas. Estranha forma de pensar!



:: Escrito por: Camus às 13h56
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