
É comum ouvir, especialmente no auge de uma acalorada discussão, algo do tipo: “o que é errado para uns pode não ser para outros”. Trata-se, parte das vezes, de uma postura covarde adotada por quem quer encerrar um embate sob pena de perdê-lo.
Se relativizo tudo, nunca estarei errado. Não estando errado não há porque me corrigir. Não me corrigindo, permaneço como estou. E se estiver errado? Há uma visível falta de comprometimento com a verdade. No aludido contexto a verdade não importa, mas o fim a ser buscado, seja através de mentiras, verdades, fatos, mitos, papai Noel ou chapeuzinho vermelho. A finalidade de Al Gore, por exemplo, é fazer com que as pessoas acreditem que são culpadas pelo aquecimento global. Para isso, não lhe importa plantar mentiras como sendo verdades irrefutáveis.
Fala-se em várias verdades, diversas percepções. Esticam tudo, mesmo o inexistente. Se há diversas verdades aonde está a mentira? Simplesmente não há mentiras. Se estou certo sobre algo e você, embora diga exatamente o contrário, também, então volto a indagar: aonde está a mentira? Há, contudo, algo interessante, a saber: os defensores da diversidade não aceitam a unicidade, que faz parte do rol da diversidade. O azul, a única tonalidade que considero bonita, faz parte da diversidade de cores que compõem o arco-íris. Não há com isso nada de errado em desgostar das demais cores. A imposição da diversidade é um crime contra a liberdade. Não há nada de errado, por exemplo, em ser contrário ao homossexualismo. Sendo livre o meu pensamento, tenho o direito de lucubrar diferente. Não estou com isso atentando contra qualquer valor caro à humanidade.
É de se perguntar: aonde quer chegar este escriba? Há princípios morais universais, sabiam? Acredito nisso piamente. Há o certo e o errado! Não me venham dizer que mutilar o clitóris de uma mulher é errado para uns, mas pode ser certo para outros. Digo-lhes que é errado em qualquer lugar ou circunstância, independente de costumes, épocas e culturas. O exemplo talvez seja exagerado, mas o exagero, por vezes, se faz necessário. Há momentos que somente uma grande onda consegue nos molhar por inteiro e, finalmente, nos acordar do que, equivocadamente, consideramos um sonho ingênuo.