
Conforme prometido no post pretérito, segue algumas considerações sobre a criminalidade.
Vê-se em nossa “terra de Macunaíma” o seguinte cenário: criminosos têm suas punições abrandadas, policiais são deixados à míngua e a pobreza é tida como a responsável pelo aumento da criminalidade. O que, então, tem sido feito para combater tal situação? Autoridades influenciadas por intelectuais cinco estrelas têm sugerido o aumento de recursos públicos. E o que isso significa? A ampliação da carga tributária, que há tempos é suficiente para obstruir o desenvolvimento de qualquer país.
O que isso acarreta? O país não cresce e, por conseguinte, não consegue gerar as oportunidades necessárias para que as pessoas abandonem a situação de pobreza. Em síntese: tentando (será que realmente têm tal intenção?) combater a pobreza, eles, os partidários de tal procedimento, contribuem para o seu agravamento, já que estimulam a estagnação econômica.
O pior, sem dúvida, é a discriminação que os pobres de bem sofrem ao ouvir de especialistas renomados que eles são a causa (sim, porque a pobreza não anda por ai atirando, mas sim as pessoas) da criminalidade. São justamente os defensores da “justiça social” (alguém já ouviu falar em justiça individual?) os propagadores das injustiças. Então, o que causa a criminalidade e a pobreza? Vários fatores! E mais, não podemos estabelecer uma relação de causa e efeito entre elas, como faz a opinião reinante na mídia e nas universidades, sob pena de estarmos sendo injustos com os pobres corretos.
Aos que desejam reduzir as causas da criminalidade a uma, sugiro a impunidade ou insuficiência de punição. O problema deve-se a leis condescendentes e raramente aplicadas. No Brasil, mínimas são as chances de um bandido ser condenado e de fato cumprir uma significativa parte da sua pena. Já a pobreza seria causada, também, por ausência de liberdade econômica.
Somente para concluir. Ao final do ano passado, aqui no Recife, um funcionário público foi assassinado por um menor. Perguntado, após revelar que em sua casa nada lhe faltava, o motivo que o levou a cometer o homicídio, o menor simplesmente disse: “queria um dinheiro a mais para sair na noite com as meninas”. A imprensa inteira esperava se tratar de um menor miserável, que buscava algo para saciar sua fome.
Pretendo, ao longo dos três próximos posts, discorrer sobre os seguintes temas: “aquecimento global”, criminalidade e, por fim, distribuição de camisinhas nas escolas. O que motiva a inclusão de tais assuntos numa trilogia? Talvez a necessidade de apresentar, lá se vai o “chato” novamente, uma visão alternativa à exposta, especialmente pela mídia. Afinal, penso eu, no dia em que o homem perder a capacidade de duvidar, perderá sua condição de homem. Exagero? Talvez!
Não sou especialista na área, logo não tenho autoridade para corroborar ou refutar o relatório que nos informa sobre o “aquecimento global”. Entrementes, quero inserir algumas inquietudes. Haverá a catástrofe? O máximo que podemos dizer é, talvez. A catástrofe é uma crença, não uma certeza (somente para aludir ao meu amigo Bruno). E como toda crença, pode nos controlar. Precisamos questionar o que nos controla, pois ao desprezar a dúvida paralisamos a inteligência.
Ocorre que o relatório nos foi apresentado como uma certeza quase absoluta. A mídia, por seu turno, fez o que mais sabe: afirmou sem conhecimento de causa a uma população de papagaios. Escreveram com riqueza de detalhes o que a humanidade presenciará somente nas próximas décadas. Esqueceram que não há como termos certeza do futuro. Se fosse tão simples assim, teríamos morrido de fome, quando Malthus afirmou que a população crescia em PG e a produção em PA, ou congelados, quando, na década de 1970, nos falaram em esfriamento da terra. No entanto, continuamos respirando, ao passo que tais dogmas foram dilacerados pela experiência. É bem verdade que o ar de hoje é mais poluído que o de outrora, mas isso não oferta as condições necessárias para uma afirmação de tal magnitude.
Continua abaixo aos que prezam pela arte da dúvida...
Desculpem-me, mas já que estamos no campo das hipóteses sinto-me tentado a especular. Não estariam os cientistas buscando ampliar os recursos destinados à pesquisa? Não se sabe. Mas, quando não há pânico incutido nas pessoas, não há muitas verbas para suas pesquisas. Interessante é saber que as leituras do futuro são quase sempre catastróficas. A destruição vende, enquanto a manutenção nos agride os nervos de tão monótona. Os ETs, com exceção do singelo personagem de Spielberg, precisam ser agressivos, caso contrário não se tornarão artigos atraentes.
Não pensem que com isso quero advogar o imobilismo. É importante que tenhamos consciência da necessidade óbvia de mantermos o meio onde vivemos. Todavia, não aceito que utilizem qualquer que seja a temática para angariar vantagens, sejam elas econômicas, políticas ou de qualquer outro tipo.
Digo-lhes ainda que não há prova, e para muitos cientistas sequer evidências, de que é a ação humana que causa o tal “aquecimento global”. E mais, a Terra sempre oscilou, de tal forma que já apresentou temperaturas superiores as de hoje. O diretor do Observatório Astronômico de São Petersburgo, Khabibullo Abdusamatov, afirma que a atividade do sol é que causa o aquecimento, e não o "efeito estufa".
Por fim, da mesma forma que há cientistas afirmando que o aquecimento global é obra humana, há outros tantos, dentre os quais os assinantes da Petição de Heidelberg, advogando que as teses de aquecimento global são "teorias científicas altamente duvidosas". Por que, então, acreditar nos primeiros em detrimento dos segundos? Por terem mais espaço na mídia? Se for por isso, desculpem-me, mas é melhor perder a tal condição humana e se contentar com bananas.