
Caros Juvenílicos
Afastei-me temporariamente do juvenília devido atribulações inexplicáveis. Devo voltar nos próximos dias. Antes, porém, quero deixá-los com um texto que redigi há um ano. Trata-se de um novo que parece não ter ficado velho, pelo menos para mim.
O novo
Estou com medo do novo! Estou com medo de novo! O que sairá daquele ovo que começa a trincar? Uma serpente? Um corvo? Uma bailarina a patinar? O que dirá o povo, que começa a falar? Um estímulo? Um estorvo? Dilúvio de lama que respinga em meu mar? De onde vem o medo do futuro? Para onde foi a coragem do passado? Quem conhecerá tal segredo? Aponte-me com o dedo. Quem será? O que esconderá o escuro tão velho e prematuro? Na minha vaga lembrança não há onde estacionar. E após a curva, o que há além de uma claridade que chega a ofuscar? A escuridão e o medo desde sempre me namoram, mas amo a Luz desde outrora! É ela quem me faz enxergar!
E como é bom, finalmente enxergar!
Desejo a todos um Natal repleto de aplausos. Que sejamos todos exitosos em nossas encenações shakespearianas.