
Os mais novos acontecimentos, certamente, não eram de conhecimento do presidente Lula, até porque ele nunca sabe de nada. O mensalão lhe foi informado por, pelo menos, cinco fontes distintas, mas, ainda assim, ele nada sabia. O mais curioso é que, apesar de truques tão elementares, o presidente mágico consegue enganar a maioria da população, isto é, da platéia que sempre o aplaude por onde passa.
Não irei falar da tentativa de compra de dossiês inconsistentes, uma vez que o evento fala por si. Irei somente vos lembrar de algo que ora me veio à mente. Em dezembro de 2004, Lula inseriu oficialmente a legalização do aborto na lista de prioridade do seu governo. Menos de quatro meses depois se comprometeu com a ONU, também oficialmente, a legalizar o aborto no Brasil. Lembram o que aconteceu em agosto de 2005? Permitam-me então tornar fresco em vossas mentes o ocorrido. Lula escreveu missiva à CNBB negando oficialmente qualquer intenção de legalizar o aborto.
Teria ele mudado de idéia? Não! Um mês depois começou a realizar a legalização, através de um projeto de lei. Somente para constar digo-lhes ainda que a legalização do aborto faz parte do seu programa de governo para o segundo mandato.
A gravidade do exposto não consiste somente no comprometimento em defender tal idéia, que nos é camuflada, mas também no desrespeito que Lula tem pela sua própria palavra e pela sua própria assinatura. O que lhe importa é o fim, seja lá qual for os meios empreendidos para tal.
Por isso e por tantas outras coisas é que se faz necessário abortar da presidência o atual mandatário máximo da nação.
Disseram-lhe que a sua vida havia chegado ao fim. Ele negou com um certo desdém. A própria vida apresentou-lhe sinais eminentemente terminais. Lançou contra todos e contra ele toda a sua cólera, culpando-os e culpando-se. Ele, ao se conscientizar da proximidade do fim, tentou, embora ateu, barganhar com Deus a sua permanência. Restou-lhe, contudo, amargar um intenso estado de depressão, que o acompanharia até o instante que separa o último suspiro do fechar das pálpebras.
Passadas a negação, a cólera, a barganha e a depressão ele achava que nada mais haveria, até que pronunciou em som inaudível as seguintes palavras: céu, beleza... Delírios, diziam os presentes. Alívio, pensou ele. Somente então ele entendeu que a história não acaba ao final do livro.
A insistência o levou aos seus braços, após driblar o tempo: o maior dos carrascos; A sua respiração de menina, finalmente, manchava o seu par de óculos senis com o hálito mudo do nada; Os nós foram desfeitos como se fossem laços soltos no espaço que há entre passos; Porém, após o ápice o tempo desmoronou sem que eles entendessem que o infinito seria a peculiaridade de sua estada; Ainda assim tentaram terminar muitas coisas sem começar; Ela passou a exigir que ele sentisse como ela e ele, por sua vez, que ela pensasse como ele; Ignoraram pertencer a mundos opostos: ela ímpar, ele par; Eram seres estranhos e diferentes como um alimento que nunca esteve entre os dentes; Resolveram, por fim, reconhecer no outro o seu complemento e não um reflexo de seu próprio eu.
O Brasil, certamente, terá o governante que merece. Somos, infelizmente, um país politicamente medíocre, tanto no caso dos governantes quanto no caso dos governados. Só há bons governantes quando há bons governados e vice-versa. Decididamente não é o nosso caso.
A terra brasilis tem como mandatário máximo uma figura arrogante, medíocre e despreparada (não se trata de preconceito, apenas de bom-senso). E o que é pior: há inúmeras pessoas que reproduzem nas ruas o que diz o messias, isto é, difundem a bestialidade. Não critico os ingênuos, eles não sabem o que fazem. Critico sim os dotados do mínimo de capacidade para entender as asneiras promovidas pelo atual governo. Assim, apesar de todas as vergonhas que o presidente nos faz, muitos sentem orgulho daquele que ora ocupa o poder.
O Lula sabe perfeitamente que o povo sofre de ingenuidade crônica, por isso vocifera tantas tolices. Diante de inertes ele se mantém soberano. Critica o que um dia elogiou, as pessoas aplaudem; Elogia o que criticou, as pessoas aplaudem; Diz que fez o que nenhum outro fez, as pessoas acreditam; o Lula, por fim, diz que vai fazer o impossível, as pessoas, é claro, não duvidam. Até mesmo quando, por falta de opção, o Lula admite ter errado sem, no entanto, esquecer de afirmar que os demais também erraram, as pessoas aceitam a justificação do erro. Ele está acima do erro!
Lula criticou, como exposto no escrito anterior, FHC por este não ter ido ao debate em 1998, ferindo assim a democracia. Agora que o próprio Lula não foi ao debate, as pessoas dizem que os debates são meras peças publicitárias. As regras somente valem para os outros nunca para o Lula. Ele está acima das regras.
E o programa bolsa família? Ninguém tem, salvo proposituras de pequenas modificações em sua atual forma, a coragem de atacá-lo. Pois vos digo se tratar de um programa totalmente equivocado. Como acabar com a pobreza mantendo-a? Ofertar somente o que comer às pessoas não as tira da pobreza, mas as mantêm nela. Com o programa bolsa família o pobre continuará pobre. Isso é algo elementar. O aludido programa serve na verdade para transformar os pobres em eleitores dedicados. O governo sabe disso, tanto é que aumentou consideravelmente o repasse ao programa. Ele está acima do bem e do mal.
Lula agride, sob aplausos, diariamente a história do país. Antes dele nada aconteceu. Nada existia. Ele, a exemplo de Deus, criou tudo e a todos. Que o Lula seja minimamente santificado! Milagres ele já obrou. O Lula é capaz, inclusive, de transformar a sua ausência de instrução formal em apologia a ignorância. Ele está acima dos céus e do conhecimento.
Manipular dados sobre a miséria, senhor presidente, é se divertir com a desgraça alheia. Ninguém, por conta disso, me tira da cabeça que o senhor ao terminar uma de suas demagogias sorrir da ingenuidade das pessoas. Coitados!
Continua...
O Lula me faz lembrar da seguinte situação: O pai pergunta ao filho:
- Filho, cadê o resultado?
O filho rapidamente responde:
- Não o recebi; não o vi; não sei de nada.
Dias depois o pai encontra o boletim do filho:
- Mas filho o seu boletim está completamente vermelho;
- Ah pai, acontece que os outros tiraram notas piores.
Isso justifica as notas vermelhas? O Lula é corrupto por que os outros são. Que relação causa-efeito mais estranha, não acham? Assim sendo, o substituto do Lula será corrupto por que ele o é. Se você rouba, independente do motivo, você é um ladrão. Ser conivente com o roubo, mesmo sem tê-lo praticado, não lhe extrai a culpa.
Por fim, o Lula disse que o resultado das urnas irá julgar os erros dos envolvidos nas ondas de escândalos que assolaram o país, dando a entender que as eleições banirão os corruptos da vida pública. Vocês acreditam nisso? Se assim o fosse, caros leitores, o Maluf, apesar de todos os seus atos, teria sido várias vezes condenado pelos eleitores. Sintam-se, os que assim desejarem, à vontade em votar naquele que recebe apoio das FARCs, que é participante do Foro de São Paulo, (aquele que, segundo Fidel, que tornar a América do Sul o que um dia foi o Leste Europeu), aquele que tem o aval do PCC. Os pêsames caem sobre todos nós.
Obs: Respondi aos comentários.