Albert Camus

Constatar o absurdo da vida não pode ser um fim,
mas apenas um começo...

Albert Camus






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Silêncio...

Então tu não sabes o motivo pelo qual ultimamente não tenho expelido palavras? O silêncio, por vezes, configura-se na voz da razão. Esta, caro amigo, fala até quando cala!

 

Não podemos nos calar, tampouco aceitar que nos calem, mas também necessitamos do silêncio, especialmente o mais profundo. A nossa importância é decretada quando conseguimos falar sem abrirmos a boca ou nos mantermos presentes estando ausentes. É preciso que estejamos com os olhos abertos quando os ponteiros do relógio apontam para o céu, uma vez que muitos estão dormindo, mas também podemos relaxar quando eles se direcionam para o lado oposto, quando a maioria olha sem nada ver.

 

Não se trata de omissão, apenas de uma temporária, terapêutica e consciente escolha. Afinal, as minhas cordas vocais também cansam, bem como os seus tímpanos.

 

O gozo silencioso é um gozo somente para si, mas é um gozo delicioso.



:: Escrito por: Camus às 14h39
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Tenho a honra de vos deixar, por hoje, diante do maior intelectual brasileiro em atividade, Olavo de Carvalho:

 

“O processo é trabalhoso, mas simples: cumprir as tarefas tradicionais do estudo acadêmico, dominar o trivium, aprender a escrever lendo e imitando os clássicos de três idiomas pelo menos, estudar muito Aristóteles, muito Platão, muito Tomás de Aquino, muito Leibniz, Schelling e Husserl, absorver o quanto possível o legado da universidade alemã e austríaca da primeira metade do século XX, conhecer muito bem a história comparada de duas ou três civilizações, absorver os clássicos da teologia e da mística de pelo menos três religiões, e então, só então, ler Marx, Nietzsche, Foucault. Se depois desse regime você ainda se impressionar com esses três, é porque é burro mesmo e eu nada posso fazer por você”.

 

O fragmento acima (rara pérola num mar obscuro) foi extraído do texto A tragédia do estudante sério no Brasil (http://www.olavodecarvalho.org/semana/060213dc.htm), publicado no dia 13 de fevereiro no Diário do Comércio. Mais textos podem ser vistos na página do autor, que se encontra com link ao lado. 



:: Escrito por: Camus às 12h09
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