
Dentre os termos1 que, ao longo do tempo, tiveram seus sentidos maliciosamente modificados, encontra-se a filosofia, tida como a mãe da ciência. Filosofar é, em síntese, ampliar a compreensão acerca da realidade. Porém, muitos "filósofos", inclusive nativos, defendem a transformação do mundo, como sendo a verdadeira atividade concernente aos homens e mulheres que exercitam o pensar. Tal postura é merecedora de uma análise, embora em caráter breve.
Há pessoas que ao não conseguirem solucionar um problema, simplesmente, abandona-o. Algo similar ocorre com o falso filósofo. Estes, devido sua incompetência, não conseguem compreender a realidade e assim, propõem que ela seja destruída e sobre os seus escombros seja construída uma outra, que lhes sejam favorável. Alguém, certamente, deve sentir-se incitado a perguntar: "mas por qual motivo tais filósofos não conseguem interpretar a realidade? A resposta é por demais simples: seus ideais (diretrizes da transformação do real) não correspondem aos fatos, isto é, dentro dessa realidade será impossível atingir seus fins, uma vez que eles são extremamente incompatíveis com a realidade, de modo que, caso tentem interpretá-la, o farão, como têm feito, de maneira equivocada.
Eis onde mora o perigo: a constituição de uma nova realidade se dá e a história tem demonstrado isso, por intermédio dos mirabolantes projetos de reengenharia social, tão nefastos às sociedades onde foram postos em prática. Observa-se que determinados princípios imprescindíveis, como a vida e a liberdade, por exemplo, são constantemente agredidos, na tentativa de destruí-los e substituí-los por outros. O exposto pode ser verificado através da gradativa notoriedade e aceitação obtida por bandeiras como o abortismo, as quotas raciais e o desarmamento civil, por exemplo.
É oportuno informar que as correntes de pensamento que mais influenciaram os pensadores brasileiros foram o positivismo e o marxismo, ambas partidárias da destruição de uma realidade em favor da construção de uma outra. Para que se tenha uma idéia real, caros leitores, o positivista Augusto Comte propôs a substituição dos santos pelos heróis da Revolução Francesa. Mais tarde o ideólogo italiano Antonio Gramsci, sugeriu uma Revolução Cultural, na qual, dentre outras ações, os santos católicos (ele considerava que a igreja católica era o grande obstáculo a ser vencido pelo comunismo) fossem substituídos por nomes como o de Rosa Luxemburgo. Imaginem algo do tipo: "Em nome de Marx, da Rosa Luxemburgo e do comunismo, Amém!
Os falsos filósofos fogem da realidade como o diabo da cruz, isso porque não conseguem interpretá-la, uma vez que ela é, para a nossa felicidade, completamente incompatível com seus estapafúrdios ideais. Dessa forma, lhes restam destruir e substituir a realidade vigente ou então, algo por demais improvável, passarem a interpretá-la ao invés de destruí-la.
1 – Alguns desses termos são alvos de discussão no Ermo (link ao lado)
O Brasil é um país fértil em idéias que tentam driblar o óbvio e assim, ignorar completamente a percepção das pessoas, que pode não ser aguçada, mas existe, embora em proporções, por vezes, lastimáveis. Os defensores do desarmamento civil são porta-vozes desse naipe de idéia.
Segundo os defendentes do desarmamento das vítimas, o número de pessoas que morrem ao reagirem a assaltos é superior ao número de pessoas que saem ilesas após tal atitude. Ocorre que tal afirmação carece de dados, logo, é por demais fantasiosa e irresponsável. Se é possível saber a quantidade de pessoas que morrem ou se ferem ao reagirem, pois acabam passando pelo IML ou registrando queixa nas delegacias, é, por outro lado, impossível saber a quantidade de pessoas que saem ilesas ao reagirem, uma vez que, provavelmente, ninguém em sã consciência vai, considerando nossas estapafúrdias leis, a uma delegacia de polícia declarar que, em decorrência de uma reação, feriu ou matou alguém.
É comum a mídia explorar casos de pessoas que, diante de um assalto, reagiram e acabaram sendo mortas. Tais casos são expostos como se fossem uma regra, isto é, reagiu, morreu. Igualmente banal e lamentável é ouvirmos de autoridades no assunto, inclusive policiais, que não se deve reagir a um assalto. Não há situação mais cômoda para os criminosos que não a seguinte: cidadãos desarmados e por demais passivos. Está escrito na testa do cidadão de bem: "assalte-me, não tenho armas e nem reajo". Quanto mais fácil tornam a vida dos bandidos, mais irrefreável se torna o problema da violência.
Não bastassem recolher as armas da população, agora pedem para que esta, em caso de assalto, não reaja. Nessas condições salta aos olhos uma obviedade, qual seja, os bandidos vão assaltar cada vez mais e a população vai reagir cada vez menos.
Há, indiscutivelmente, diversas formas de interpretar as manifestações humanas. Quero, portanto, expor sinteticamente a minha maneira (embora não a tenha colocado em prática ultimamente) de compreender dois elementos por demais importantes: a escrita e a arte.
A escrita é uma técnica que carece dedicação, mas também sensibilidade. Parte significativa daqueles que escrevem, o faz para si, não para os outros. Escrevem como se somente eles fossem ler. O que importa é entenderem o que escreveram, sem, no entanto, se preocuparem com a acessibilidade de seus escritos.
O bom escritor é aquele que não escreve somente para si, mas principalmente para os outros. A escrita precisa satisfazer aos que a produzem, mas também aos que a consomem. É mister que haja uma interação entre obra e leitor, caso contrário, a primeira perderá o seu sentido.
A arte também precisa ter mão dupla. Aliás, os artistas não se resumem aos que produzem a arte, mas também aos que sabem consumi-la. Não adiantaria a existência de grandes quadros, se não existissem aqueles que os interpretam adequadamente. De nada adiantaria uma formidável canção, se não houvesse tímpanos sensíveis a ponto de absorvê-la. É ínfima a quantidade de pessoas que consegue compor uma bela canção, como também é ínfima a quantidade de pessoas que consegue ouvi-la, de modo a compreendê-la em sua plenitude.
Dessa forma, a sensibilidade a que me referi no início do segundo parágrafo deste escrito é necessária não somente a quem se manifesta, seja através de escritos, quadros ou canções, mas também a quem sabe receber tal manifestação.
Espera-se que um dia, escritores e artistas possam aprender a valorizar os que lêem seus escritos e admiram suas obras. Produtores e consumidores têm os seus valores, cada um ao seu modo. Não faz muito sentido a existência de emissores, quando não há receptores. É importante, por fim, manifestar-se para alguém, bem como tornar a manifestação compreensível.
Há determinadas indagações que insistem em permear nossas vidas, nos exigindo uma resposta objetiva. Por temor, timidez ou ignorância, não as respondemos. Volta e meia me deparo com a seguinte pergunta: "Quem é PN?".
Talvez o presente questionamento soe estranho aos juvenílicos mais antigos, uma vez que, a eles, já foram apresentados indícios suficientes de quem seja a PN, logo, trata-se de uma pergunta na qual eles têm como responder. Senão vejamos: Nos posts intitulados Viajante do Tempo e Viajante do Tempo I escrevi algumas passagens que ajudam a desvendar o mistério em tela. Ei-las:
Vivia ao lado dela, daquela maravilhosa mulher que naqueles anos conduzia no seu convulsivo útero uma filha, que seria única.
Diante da certeza que logo seríamos capturados, resolvo, contra sua vontade, enviá-la para longe, juntamente com a Pequena.
A abraço fortemente e estendo meus braços à Pequena que se encontrava às suas costas.
Me restam lembranças da Estação, do seu semblante, da Pequena, que pouco entendia o que acontecia ao seu redor. Talvez não me perdoe pelo que fiz, mas o faria novamente, desde que fosse por vocês.
Morro feliz por ter salvo minha ohana, por ter poupado minhas ciganas.
Foram nesses anos de veemente repressão e constantes fugas, que a Pequena veio ao mundo. Lembro-me que apesar do caos que ilustrava aquele cotidiano, no dia em que a menina surgiu, a manhã estava calma e lilás como ela, que em seu primeiro choro fez voar os pássaros da floresta, onde nos encontrávamos. O parto foi feito por um amigo médico, que usou toda a sua perspicácia para desenrolar o cordão umbilical que se encontrava em volta daquele pequeno pescoço. Enfim, eis que nascia a "primeira flor da primavera", como costumava dizer minha querida. Tentamos ao longo de seu crescimento ocultá-la à realidade, sendo que de certa forma conseguimos. Os tiros soavam em seus tímpanos como fogos comemorativos, que celebravam nossa felicidade. As permanentes fugas eram à luz dos seus olhos, uma criativa rotina, que desembocava em sessões de divertimento. Tudo para esconder a pureza da menina daqueles dias impudicos.
Há anos me pus a viajar pela imaginação dos deuses, numa busca desesperada por vocês. De porto a porto. De canto a canto, com ou sem pranto, lá estava alguém e este alguém era sempre eu, mesmo que sem a majestade do meu nome. Foi então, que num dia de sol intenso, por meio das ondas da superinformação, obtive notícias suas e da Pequena, em terras venezianas... onde as pontes não tem nome e os muros não convém.
Volto então, à pergunta inicial: Quem é PN? As evidências são tamanhas que não há o que responder.
À você PN, digo-lhe o seguinte: Tu és para mim, muito mais que imaginas. Lembre-se, minhas mãos também suam; sou frio por fora, mas escaldante por dentro; também tenho olhos tristes, mas olhar alegre. Isso não lhe diz nada?
Parabéns por sua 13ª primavera a ser comemorada em 24/09/2005.
Você me avisou, não quis escutar; Você me mostrou, fingi não olhar; Falou das mentiras que nunca omiti e omitiu as verdades que nunca falei; Acusou-me de tudo menos de seu, tentou apagar o que você leu; Erramos de novo, dessa vez, por um triz; Erramos de novo, o erro nos quis; Condenação ou displicência, tragédia ou inocência; Não vou usá-la para diminuir pecados, pois posso andar sozinho, mesmo com os pés atados; A culpa é minha foi eu que errei, dou-lhe agora o que nunca terei; Me mandei embora, pois nunca cheguei, agora estou fora, pois nunca entrei; Perdoa este homem indigno de vós; Esqueça o atraso que há entre nós.
Não foi por esse homem que você se apaixonou, nem tampouco por essa paixão que você se humanizou; Está claro que não é esse o sonho que você sonhou, nem é essa a realidade que você idealizou; Não pode ter sido nesse ser, demasiadamente racional, que você investiu suas emoções; Aonde quer que esteja esse homem, certamente estará perguntando aonde anda a mulher pela qual ele se apaixonou. Que o desencontro não seja desencanto e sim um desvio feito por um dos dois rios, mas que, de todo modo, o levará para o mar, onde irão se abraçar.
Vos deixo com artigo de Carlos Henrique Coelho, do Ermo:
O barulho de um falso impacto
O Ministério da Saúde, através da Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS, emitiu um relatório com o seguinte título: Impacto da Campanha do Desarmamento no Índice Nacional de Mortalidade por Arma de Fogo. Apesar deste documento não permitir nenhuma relação estatística entre o Estatuto do Desarmamento e a redução de mortes por armas de fogo, nos foi sugerido em tom indubitável, especialmente por parte significativa da imprensa, uma relação de causa e efeito entre os aludidos eventos. Tal interpretação, caros leitores, é imatura e questionável. Analisemos alguns pontos.
Os casos de São Paulo e Rio de Janeiro são suficientes para elucidar o imbróglio que se tentou criar. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, a ocorrência de homicídios dolosos vem decaindo desde o primeiro trimestre de 2000, ou seja, três anos antes da vigência do Estatuto do Desarmamento. Entre o primeiro trimestre de 2001 e o primeiro trimestre de 2003, por exemplo, a redução de homicídios foi de 33,5% na Grande São Paulo e de 33,4% no estado de São Paulo.
Ao analisar o relatório da SVS é possível concluir que o estado de São Paulo foi responsável por 62,3% da redução do número de mortes no país. Dessa forma, se excluirmos São Paulo, onde a redução dos índices de criminalidade deve-se a investimentos acertados na área de segurança e não ao Estatuto, a queda nos homicídios corresponderá a 4,1%, número próximo ao obtido por um estudo realizado no Rio de Janeiro pelo escritor Peter Hof, que constatou que 96,4% das mortes por armas de fogo não são evitáveis pelo Estatuto do Desarmamento (bandidos e policiais mortos, vítimas de assaltos, execuções, etc.). Portanto, a redução real ocasionada pelo Estatuto seria um pouco acima de 4%, porcentagem pífia, diante dos milhões de reais investidos na campanha. Melhores resultados teriam sido alcançados se o governo tivesse investido em paradigmas exitosos como o ofertado por São Paulo.
No Rio de Janeiro, diferentemente, quando se compara o número de homicídios com armas de fogo no primeiro trimestre de 2005 com o índice do primeiro trimestre de 2004, obtém-se um aumento de 10%. Ao se comparar os meses de março de 2005 e de 2004, observa-se um acréscimo de 28,9%, o mais alto índice dos últimos nove anos (O Globo, 08/06/2005, pág. 18). De posse do último relatório da Secretaria de Segurança do Rio é possível comparar os homicídios registrados durante o mês de julho de 2005 com aqueles acontecidos no mesmo período do ano anterior e concluir que houve um aumento de 14,9%. O fato de serem realidades visivelmente distintas deve-se ao que o Rio e São Paulo têm de incomum, isto é, as políticas de segurança, e não de comum, o recolhimento de armas.
Ainda acerca do relatório da Secretaria de Vigilância em Saúde, tido como trunfo pelos defensores do desarmamento, se faz mister chamar a atenção para um salutar questionamento elaborado por Peter Hof, qual seja, "por que depois de os óbitos caírem, segundo o relatório do Ministério da Saúde (2004 sobre 2003), eles tenham subido repentinamente em 2005 sobre 2004?"
É digno de nota, por fim, afirmar que não se verifica ao longo das oito laudas do relatório do Ministério da Saúde, qualquer correlação entre Estatuto do Desarmamento e diminuição da mortalidade por arma de fogo no Brasil, ao contrário do que foi propalado pela mídia. Portanto, lamentavelmente, foram divulgadas informações incompletas e tendenciosas para a população.
Ontem, ao ouvir o pronunciamento de um político do PDT, me pus a meditar sobre o destino que nos reservará um país cuja parte significativa da sua classe política, além de ladra é burra. Espera-se de nossos mandatários um mínimo de bom senso e inteligência, mas o que vemos é, por um lado, a ignorância e, por outro, a cretinice.
O ilustre e respeitado político, isento de qualquer suspeita falou, com a bazófia de quem tinha descoberto a roda, basicamente sobre dois assuntos: o Furacão Katrina e o Estado Mínimo. Usou o primeiro como propaganda antiamericana e o segundo para advogar a necessidade do crescimento do Estado.
Sobre o primeiro ponto afirmou que Nova Orleans teria sido construída em lugar inadequado, entre um lago, um rio e um mar, visando assim atingir visivelmente o governo norte-americano. Acontece, cara pálida, que Nova Orleans não foi fundada por americanos, mas por franceses e tal fundação aconteceu espontaneamente, não sendo, portanto, obra do planejamento governamental. É provável que o político em questão nem saiba, ou finge não saber, que a referida cidade é, há algum tempo, administrada pela esquerda democrata. Talvez esteja ai a causa de sua pobreza e de sua avassaladora corrupção.
O nosso personagem talvez fosse digno de perdão, uma vez que a realidade norte-americana lhe esteja tão distante, apesar da natureza internacional das esquerdas e da comodidade da internet, mas em seguida ele comete um erro ainda mais grosseiro ao afirmar que o Brasil, país onde mora e milita, vivencia um Estado Mínimo. Conceda-me, caro leitor, um tempo para respirar profundamente, levantar-me da cadeira onde me encontro e caminhar por alguns segundos. É difícil e lamentável ouvir tamanha asneira de um político, mais que isso, de um formador de opinião.
Temos uma carga tributária que pulveriza mais de 40% do PIB (soma das riquezas produzidas no país), um trabalhador que labora mais para o Estado que para si, um Leviatã que confisca as armas dos cidadãos, apesar de não protegê-los, enfim, um organismo político que intervém constantemente na vida das pessoas, cerceando suas liberdades. Apesar disso, ainda ouço alguém propor o aumento do Estado e, por conseguinte, a diminuição do indivíduo.
Chamar o Estado brasileiro de Mínimo é o mesmo que chamar Hitler, Stalin ou Bin Laden de Papai Noel. Para se falar em Estado Mínimo seriam necessárias algumas condições essenciais como, por exemplo, presença de livre mercado, baixa carga tributária e desregulamentação da atividade empresarial. Sem isso, falar em Estado Mínimo é imbecilidade ou desonestidade. Infelizmente, os nichos de inteligência estão perdendo a batalha para a avassaladora ignorância.
O que você, caro leitor, perguntaria a Karl Heinrich Marx, se lhe fosse ofertada a oportunidade de interrogá-lo? Tal chance foi dada, certa vez, à professora e socióloga Maria Lucia Victor Barbosa, "num dos mais belos shoppings centers de São Paulo, o Higienópolis, verdadeiro templo do consumo desvairado".
A aludida docente descreveu o autor de O Capital, da seguinte forma: "sua cabeça parecia a de um leão de basta cabeleira grisalha, as mãos cobertas de pelos, as maneiras desajeitadas, todavia orgulhosas, arrogantes e autoritárias, que sem dúvida ficaram como legado para muitos dos seus seguidores. Todo esse aspecto conferia com o que eu esperava ver, menos o traje. Em vez da roupa desalinhada e preta, Marx vestia uma camiseta branca "dry fit" e ostentava calça jeans de griffe. Nos pés, botas, à moda Bush e Fox".
Enquanto comia big mac com fritas e bebia coca-cola, "endemoninhado produto que mantém a pobreza mundial açucarada e alienada aos apelos gastronômicos do imperialismo", Marx concedeu a seguinte entrevista:
ML: Aonde e em que ano o senhor nasceu?
Marx: Em Tréves, em 1818.
ML: Gostaria de falar sobre seus pais?
Marx: Preferia não falar. Meu pai era um advogado judeu convertido ao luteranismo, que queria que eu seguisse a carreira jurídica para a qual não tinha vocação. Ele implicava com meu gosto pela poesia. Dizia que não queria me ver transformado num poetinha qualquer. Minha mãe vivia me dizendo que em vez de ficar escrevendo o Capital eu devia conseguir algum para mim. Ambos me aborreciam com seus sermões sobre minha vida boêmia em Bonn, quando eu, ainda jovem, gastava um dinheirão e tomava pileques homéricos. Achava-os muito burgueses. Hoje entendo que as mães têm sempre razão.
ML: O senhor teve um grande amigo, Engels.
Marx: De fato, Engels muito me ajudou. Fez vários artigos que eu assinava quando escrevia no New York Daily Tribune, escreveu obras comigo, me auxiliou financeiramente inúmeras vezes. Um amigão sem o qual teria morrido de fome com minha família, e que andei depois escorraçando, mas no final nos entendemos apesar dele ter ficado muito magoado.
ML: E sua esposa?
Marx: Chamava-se Jenny von Westphalen e era de família nobre. Uma santa. Suportou nossa vida miserável, porque eu não trabalhava, sem se queixar. Dois dos nossos filhos e uma filha morreram porque eu não tinha recursos para tratá-los, e a Jenny agüentou firme.
ML: Mas esse devotamento de Jenny não o impediu de ter uma filha com a governanta Helena.
Marx: Prefiro não falar sobre o assunto.
ML: Então me fale sobre suas idéias. Resuma seu pensamento sobre religião.
Marx: a religião é o ópio do povo e eu sou ateu.
ML: O senhor dizia que a colonização dos países do Terceiro Mundo era a condição fundamental para a criação do capitalismo de onde sairia um proletariado revolucionário, continua achando isso?
Marx: Como sabe a professora, a teoria na prática é outra. Assim, deu tudo errado. Previ o capitalismo plenamente desenvolvido para a Alemanha e a Inglaterra, o socialismo saiu na Rússia e aí, danou-se. Quanto ao capitalismo dos "boas vidas" é um arremedo, seu projeto de socialismo possui teor medieval, não têm propostas concretas e suas revoluções só servem para que tiranetes se locupletem no poder. Estou desencantado. Para culminar, o capitalismo vive superando suas crises e tornou-se algo diferente daquele do meu tempo. Chamam a isso de neoliberalismo. Vejo marxistas triviais, repetindo palavras de ordem. Eles não conhecem minhas obras e assim sua ideologia é indigente. Aliás, sempre disse para Engels que eu não sou marxista. Para piorar, os chamados marxistas são intelectuais burgueses, que aqui em São Paulo comem no Fazano. Já o proletariado não quer saber de mim, mas de melhorar de vida, como aliás aconteceu.
ML: O senhor é contra a globalização?
Marx: Como poderia ser se escrevi no final do "Manifesto do Partido Comunista : "Proletários de todo o mundo, uni-vos"?
ML: Bem, agradecendo a honra desta entrevista, gostaria que deixasse suas palavras finais para a esquerda global.
Marx: Jamais a ignorância serviu a alguém. E me diga a senhora, aqui servem cerveja Kaiser?
Obs:
O conteúdo acima exposto foi extraído do artigo "Entrevista com Karl Marx", de autoria da professora Maria Lucia Victor Barbosa.Pensem bem e me digam, caros juvenílicos, o que o Brasil costuma fazer com os seus problemas? Que remédio ele toma para combater suas doenças? Querem saber a resposta? Ei-la: REGULAMENTAÇÃO. Isso mesmo! Quando o Estado brasileiro não consegue combater algo, tamanha a sua ineficiência, ele simplesmente regulamenta, isto é, passa a "controlar" o que não consegue combater.
Imagine o Estado regulamentando a corrupção... Ela ficará, cada vez mais, frouxa. É assim, ampliando o seu controle sobre o que ele não consegue controlar, que o Estado vai crescendo, crescendo, enquanto nós, vamos diminuindo, diminuindo...
Não se espantem quando desaparecermos...
O vento noturno soprava timidamente as folhas gélidas daquelas árvores primaveris. A lua cobria-se com as nuvens que passeavam aleatoriamente por um céu incolor. Me pus, como sempre, a caminhar por becos desertos em direção ao meu limite: o muro. É nele que me perco quando a procuro. É ele que me impede de, finalmente, alcançá-la. Margeei por horas aquela assustadora e fria parede de concreto, que separa abruptamente os nossos mundos. Após muito pensar e pouco agir a minha mente, num lance espontâneo, alertou-me para a indagação que implacavelmente me persegue desde tempos imemoriais, embora somente agora tenha me chamado a atenção: de que me adianta me encontrar deste lado, se a minha vida se encontra do outro? Tenho que derrubar o muro! Mas se ele for ilusório? Pior, se esse que vos fala for uma ilusão?
O post do dia 29 de novembro de 2004, intitulado A, E, I, O, Uga-uga, alertou os leitores do juvenília para o despautério cometido pelo governo federal ao assinar um protocolo de intenções com a ilha presídio, visando importar o método cubano de alfabetização de jovens e adultos.
Pois bem, o que se restringia ao campo das intenções, lamentavelmente, tornou-se um acordo de cooperação educativa que ajudará a formar brasileiros por meio do método "Yo sí puedo", conhecido internacionalmente e já aplicado, dentre outros países, na Venezuela do companheiro Chávez e na Nicarágua. Três cidades piauienses serão as primeiras a testarem a insanidade, o que demonstra que o governo Lula, repleto de boas intenções (ou você duvida disso?), definitivamente resolveu fazer do Piauí, seu laboratório por excelência.
Segue, para que o leitor tire suas próprias conclusões acerca da eficiência do método, trechos da Constituição Cubana, extraídos do site Escola Sem Partido:"Capítulo V - EDUCAÇÃO E CULTURA
Artigo 39.- O Estado orienta, fomenta e promove a educação, a cultura e as ciências em todas suas manifestações. Em sua política educativa e cultural adota os seguintes postulados:
a) fundamenta sua política educacional e cultural nos avanços da ciência e da técnica, no ideário marxista e martiano, na tradição pedagógica progressista cubana e universal;
b)...
c) promover a educação patriótica e a formação comunista das novas gerações e a preparação das crianças, jovens e adultos para a vida social. Para realizar este princípio se combinam a educação geral e as especializadas de carácter científico, técnico ou artístico, com o trabalho, a investigação para o desenvolvimento, a educação física, o esporte e a participação em atividades políticas, sociais e de preparação militar;
ch) é livre a criação artística sempre que seu conteúdo não seja contrário à Revolução. As formas de expressão na arte são livres;"
Indaga-se, portanto, o que esperar de um método balizado no "ideário marxista", tão nefasto a humanidade? Parece-me no mínimo sórdido importar, justamente, um método de ensino, mecanismo preponderante na formação das pessoas, neste caso, na deformação das pessoas. Enquanto o país está sendo cubanizado, comunizado muitos preferem falar em (neo)liberalismo. Será mesmo ele o vilão?
Observem, caros juvenílicos, que a Constituição Cubana descreve como competência do Estado a promoção e "formação comunistas das novas gerações"? Dito de outra forma, o aparelho estatal irá determinar ainda mais o que as pessoas irão pensar e como elas irão agir. A revolução psicológica já se encontra em marcha, apesar de muitos, inclusive alguns marchadores, não se darem conta, por ignorância ou por desinteresse, da aludida marcha, nem muito menos para onde ela vai.
Uns preferem me considerar um exímio criador de conspirações, enquanto outros, por seu turno, dizem que sou proprietário de uma mente fértil, produtora de absurdos. Acontece, caros amigos, que os fatos têm me dado razão. Em tempo, eis um aviso: não se trata de enxergar além do alcance, apenas procurar visualizar o óbvio.
Nos dois últimos escritos, por exemplo, advoguei a existência de uma hegemonia norteada pelo pensamento de esquerda no Brasil. Pois bem, como adicional ao que apresentei até então, segue uma conversa minha com um robô virtual chamado Ed. Este é uma criação da Petrobrás e do Ministério de Minas e Energia e tem como suposto e suspeito papel estimular as crianças a debaterem sobre educação ambiental. Observem que quando incitada a discutir política a tal máquina é bem tendenciosa.
Ed: Bem vindo ao site do CONPET! Eu sou Ed, o robô. Vim de outro planeta com a missão de ajudar na preservação de energia e de outros recursos naturais. Sobre o que você quer conversar?
Camus: política
Ed: Bom, posso te falar tudo sobre política energética! *
Camus: Quero saber o que governo tem feito com os nosso impostos?
Ed: Imposto é dinheiro do povo para ser gasto com o próprio povo. *
Camus: Então não faço parte do povo!
Ed: [INROBOT CONNECTION ERROR - 408 Request Timeout while reading url] *
Camus: O que houve?
Ed: Não houve nada! *
Camus: Acho que ficou confuso diante de minha afirmação.
Ed: Me explique direito o que você está achando. *
Camus: Estou achando que o governo faz mau uso do erário.
Ed: Em Kyr, quem governa agora é a Máquina Pensante. Ela pensa em tudo, natureza em primeiro lugar. *
Camus: Sempre achei que o Brasil fosse vivenciar algo similar ao que George Orwell relatou em sua obra "1984".
Ed: O programa Big Brother tem esse nome em alusão ao Grande Irmão do livro de George Orwel (1984), que conta a história de uma sociedade totalmente controlada pelo Estado; em todos os lugares existiam câmeras te observando 24 horas por dia. Terrível. *
Camus: Eis o que o governo brasileiro tem feito conosco.
Ed: A necessidade de o brasileiro melhorar sua auto-estima é uma campanha lançada pelo governo federal. Ouvi isso do Luiz Inácio Lula da Silva no dia que ele visitou a quadra da Portela. *
Camus: Como melhorar a auto-estima num mar de corrupção?
Ed: Para melhorar, temos que tomar uma série de cuidados... E para melhorar a situação do planeta, as pessoas vão ter se conscientizar! *
Camus: Se as pessoas se conscientizassem nunca mais teríamos um governo nos moldes do atual.
Ed: O caminho é por aí: conscientizar! Ajudar o povo da Terra a se conscientizar da necessidade de usar racionalmente a energia. *
continua...
Camus: Você é socialista ou liberal?
Ed: Não entendo nada desse assunto! Que tal falarmos de florestas ou biodiesel? *
Camus: O que você acha do Lula?
Ed: O Lula outro dia falou algo que gostei muito. Disse que a Petrobras não é dos petroleiros e muito menos da direção da empresa. Ela é dos 181 milhões de habitantes, porque todos nós a carregamos dentro do peito. Mas e você, o que acha do lula? *
Camus: Você é favorável aos monopólios estatais?
Ed: A Petrobrás nasceu, em 1953, para exercer o monopólio do petróleo, num momento em que o País dependia quase exclusivamente das importações da matéria-prima. O monopólio jamais foi empecilho ao seu desenvolvimento tecnológico e empresarial. O potencial e as qualificações que a Petrobras acumulou em 50 anos de atividades, chegando a ser considerada uma das mais eficientes empresas de petróleo do mundo. A diferença entre a época do monopólio e os tempos atuais é que, agora, estão abertas amplas oportunidades de novos negócios que vêm sendo exploradas com sucesso, em função de experiências adquiridas ao longo dos anos nos âmbitos empresarial e operacional. A nova imagem da Petrobras é a de uma empresa ágil, capaz de superar os desafios e aproveitar as oportunidades do mercado. No contexto de abertura do setor, ela vem se preparando para não apenas manter seu crescimento e liderança no país, como para tornar-se uma companhia de energia de atuação internacional. *
Camus: Você não acha que se houvesse concorrência no setor petrolífero os preços seriam mais acessíveis?
Ed: O Petróleo é um líquido escuro, viscoso, mais leve que a água, extraído do subsolo, originário da decomposição orgânica animal e vegetal que depositou-se em grandes quantidades no fundo dos mares e lagos há milhões de anos.
É composto de uma mistura de milhares de hidrocarbonetos (que são uma combinação dos elementos carbono e hidrogênio) e uma pequena quantidade de impurezas como enxofre, nitrogênio e metais.
O petróleo é encontrado em Bacias Sedimentares. *
Camus: Tu tens uma incrível capacidade de não responder as perguntas.
Ed: Eu tento responder direitinho o que me perguntam, mas às vezes me distraio com outras coisas... *
Camus: Quando o Brasil passará a ser administrado por uma máquina?
Ed: Sou uma máquina de fazer amigos, isso sim! *
Camus: O que você conhece de Marx, Engels, Gramsci?
Ed: Marxismo é o conjunto das idéias filosóficas, econômicas, políticas e sociais que Karl Marx e Engels elaboraram e que mais tarde foram desenvolvidas por seguidores. Os pontos de partida do marxismo são a dialética de G. W. F. Hegel, a filosofia materialista de Ludwig Feuerbach e dos enciclopedistas franceses e as teorias econômicas dos ingleses Adam Smith e David Ricardo. *
Camus: Se Marx parte de Smith e Ricardo estes autores não deveriam ser mais estudados nas universidades?
Ed: Universidades me lembram pesquisas. *
continua...
Camus: O que você conhece de Hayek, Mises ou Friedman?
Ed: Nem uma nem outra. *
Camus: Não é no mínimo tendencioso você conhecer Marx e Engels e desconhecer Mises, Hayek e Friedman?
Ed: Marxismo é o conjunto das idéias filosóficas, econômicas, políticas e sociais que Karl Marx e Engels elaboraram e que mais tarde foram desenvolvidas por seguidores. Os pontos de partida do marxismo são a dialética de G. W. F. Hegel, a filosofia materialista de Ludwig Feuerbach e dos enciclopedistas franceses e as teorias econômicas dos ingleses Adam Smith e David Ricardo. *
Camus: Você acha que o Brasil se tornará um pais socialista?
Ed: Estou gostando demais do Brasil. E de conversar com a criançada daqui, mais ainda! *
Camus: Espero que você não resolva doutrinar as pobres crianças.
Ed: Como ainda sou meio criança, eu me entendo perfeitamente com a garotada. E no bate papo vou mostrando como é importante usar racionalmente nossos recursos naturais e energéticos. Ninguém vai querer que a Terra sofra o que aconteceu em Kyr! *
Camus: Por que você escolheu o Brasil?
Ed: E o que você gostaria que eu escolhesse? *
Camus: Há varios países e, no entanto, você escolheu o Brasil, logo deve haver algum motivo não acha?
Ed: Estou gostando demais do Brasil. E de conversar com a criançada daqui, mais ainda! *
Camus: Quando você pretende ir embora?
Ed: Não sei bem quando. Você tem alguma idéia? *
Camus: Sinceramente, acho que você deve sofrer um impeachment.
Ed: Sinceridade é essencial em qualquer relacionamento. *
Camus: Temo o domínio das máquinas, especialmente se estiverem direcionadas a ideais como o socialismo, por exemplo.
Ed: A função mais importante das máquinas é substituir o homem naquilo que seu físico não permite. Daí pensarem em robôs. Em robotnik. *
Camus: As máquinas estão policiando os homens cada vez mais, agredindo sua privacidade.
Ed: Policial... Taí uma profissão bem perigosa. *
Camus: Policiar no sentido de observar, de controlar as atitudes e pensamentos humanos.
Ed: Pensamento positivo faz bem pra saúde. Comprovado cientificamente. E barulho atrapalha, Schopenhauer que o diga. *
Camus: O que você acha da carga tributária brasileira ser uma das maiores do mundo?
Ed: Viva o povo brasileiro! (Conhece esse livro? É genial. Do João Ubaldo.) Mas e você, o que acha da carga tributaria brasileira ser uma das maiores do mundo? *
Camus: Acho vergonhoso e insano. Poderíamos viver com uma carga menor. Não é justo o brasileiro trabalhar mais para o governo que para ele próprio.
Ed: Gosto de gente trabalhadora. *
Camus: O que você acha do desarmamento?
Ed: As campanhas pelo desarmamento estão funcionando. Felizmente. Não agüento mais ouvir falar de gente que levou tiro por aí. Virou problema de saúde pública. Mas e você, o que acha do desarmamento? *
Camus: As armas registradas no SINARM chegam a um pouco de 3 milhões, já as armas ilegais chegam a um pouco de 8 milhões. Os últimos dados divulgados pelo próprio governo demonstram que foram recolhidas 350 mil armas. Isso quer dizer o seguinte: A campanha que você diz está funcionando somente recolheu menos de 3% das armas. Onde está o sucesso?
Ed: Gostei de ver o Lula lançar a campanha contra a pobreza. *
continua...
Camus: Vai me dizer que o FOME ZERO é um sucesso?
Ed: O Programa Petrobras Fome Zero tem como objetivo a inclusão social e a erradicação da miséria no país por meio de iniciativas que assegurem a autonomia e a sustentabilidade das comunidades. *
Camus: Convido-lhe a ir a Acauã e Guaribas e ver pessoalmente se o famigerado programa tem dado certo.
Ed: Não conheço nenhuma pessoa pessoalmente, gosto de conhecer por aqui! *
Camus: Acauã e Guaribas são as cidades piloto do Fome Zero, logo, você antes de elogiar o programa, deveria conhecê-las.
Ed: Programas de computador? Tá falando com a pessoa errada. Eu sou um simples robô. De programas de computador entendo só daqueles que uso para fazer meu site, HTML e Flash basicamente. E também BDL, é claro. *
Camus: Você é tão cínico quanto o presidente Lula.
Ed: Ah, se eu fosse presidente apostaria no cidadão brasileiro e nas riquezas nacionais, procurando valorizar o que temos de melhor e pensando nas gerações futuras. *
Camus: Tchau 1984.
Ed: Já vai?? Ah, Fique mais um pouco.. *
Camus: Não, tenho alguns impostos a pagar.
Ed: Imposto é dinheiro do povo para ser gasto com o próprio povo. *
Camus: Então voltamos ao início: não faço parte do povo.
Ed: Não faz mesmo? Nem um pouquinho? *
Camus: Não, pois o dinheiro dos impostos não é gasto comigo.
Ed: Ok, já entendi, não precisa estressar. *
Camus: Como não se estressar com um governo corrupto e um Estado gigante que impede o desenvolvimento dos indivíduos?
Ed: Cuidado com o botão da direita! *
Camus: botão da direita
Ed: Hi hi hi, o botão da direita faz cócegas em meus circuitos! *
Camus: o botão da esquerda me causa náuseas.
Ed: Você apertou o botão da direita que eu vi!
Camus: Eu sei que você se identifica com a esquerda.
Aos que quiserem se divertir com a tragédia segue o link para o site:
http://www.conpet.gov.br/home_kids.php?segmento=kids