
Permitam-me, caros juvenílicos, continuar com o assunto do post pretérito. Após advogar a existência de uma hegemonia de pensamento de esquerda no Brasil, ouvi de um interlocutor o seguinte: "sua cegueira impede que você veja o óbvio, isto é, um liberalismo à brasileira, que aumenta as desigualdades e favorece as elites". Logo que comecei a respondê-lo fui interrompido com esta afirmação: "a direita sempre dominou o país!".
Prossegui perguntando a todos, e não somente ao mencionado interlocutor, se já tinham ouvido falar do Foro de São Paulo. A resposta foi unânime: "Não"! Disse-lhes então que se era cego eles, além de cegos, eram mal informados. O aludido foro, surgido em julho de 1990 na cidade de São Paulo, é formado por partidos latinos e caribenhos de esquerda, por elementos terroristas como as Farc e o MIR e por figurões como Castro, Lula, Hugo Chaves, dentre outros. O objetivo principal, segundo o próprio Fidel, é tornar a América Latina no que um dia foi o Leste Europeu, ou seja, cubanizá-la, sovietizá-la (espero que nem um anjo tenha dito amém no momento em que Fidel fez tal afirmação). Dito de outra forma, implantar gradativamente o socialismo. Trata-se da entidade política com maior influência nos governos latinos.
Quanto ao país ser de direita, pedi que me apontassem um político que representasse verdadeiramente as diretrizes de direita. Falaram em ACM. Este senhor nada tem de direita, mas sim de estatista e praticante do que há de mais arcaico na política brasileira. Como se tratasse de uma verdade absoluta disseram que FHC era liberal sem, no entanto, saberem que o seu partido é filiado à Internacional Socialista e não à Internacional Liberal. Aliás, sugiro que comparem os programas do PSDB e do PT e depois me digam o que constataram.
Falar em "liberalismo à brasileira" é ridículo. Existe um único liberalismo, cabe aos países adotá-lo ou não. Como é possível um país ser considerado liberal e outro que adota medidas contrárias às daquele também ser considerado como tal? Se os EUA, por exemplo, são liberais, o Brasil não pode ser assim considerado. Somos vítimas de mentiras soltas ao vento que não têm a menor consistência quando confrontadas com a realidade.
Vocês ouviram falar no Fórum Social Mundial ocorrido em Porto Alegre, certo? Responderam-me de maneira uníssona: "Certo"! Vocês por um acaso ouviram falar no Fórum Liberal? A resposta foi igualmente uníssona: "Não"! Então, por favor, me respondam como é possível falar em liberalismo quando o país não conhece se quer seus princípios, autores, eventos ou qualquer manifestação? Mais uma vez um silêncio ensurdecedor.
O Fórum Social Mundial moveu cifras elevadíssimas, enquanto o Fórum Liberal sequer foi noticiado. O primeiro é composto pela esquerda e influencia diretamente vários governos, enquanto o segundo é inteiramente ignorado, a ponto das pessoas nem saberem de sua existência. Então, quem realmente tem influenciado as ações políticas brasileiras, a direita ou a esquerda? Os organismos internacionais, tidos como de direita, são na verdade norteados por ações de esquerdas. Basta observar que a ONU investe em cursos relacionados a movimentos sociais e o FMI, de orientação Keynesiana, nada mais é que um fundo que tira dos pobres dos países ricos e fornece aos ricos dos países pobres.
Vamos novamente nos voltar a vocês. Por favor, quem leu algum livro de Ludwig von Mises, Friedrich von Hayek ou Milton Friedman, todos premiados com o Nobel de Economia, erga, por favor, o braço. Ninguém? Mas vocês já ouviram falar nesses nomes? "Não"! Mas vocês acabaram de afirmar que os pensadores liberais influenciam o pensamento brasileiro. Como pode o inexistente influenciar algo?
Meses atrás, numa mesa de bar (local onde as idéias fervilham), ouvi de uma pessoa a seguinte afirmação: "O Brasil é um país neoliberal, por isso mesmo é tão desigual socialmente!". Imediatamente o contrariei. Minha atitude fez com que uma outra pessoa disparasse o seguinte: "A culpa é do liberalismo! Não adianta ser uma pessoa bem intencionada, pois ao chegar no poder se torna liberal". Retruquei dizendo que a confusão entre tais termos era conseqüência de uma sistemática propaganda de desinformação, que concedia status de verdade às mentiras comumente propaladas em nossa pindorama. De modo que alienados seriam eles e não eu.
Após um embate ilegal em que a cada ataque pessoal eu contra-atacava com idéias, embora confesso que também me exaltei ao ser insultado, um professor propôs que a discussão ganhasse a forma de um debate a ser realizado na universidade. Eles aceitaram e eu também, mesmo sabendo que o local seria hostil às minhas idéias.
Semana passada fui ao aludido debate (após ser marcado e remarcado algumas vezes), mas os meus oponentes resolveram não participar. Um alegou que não teve tempo para verificar alguns dados (embora tenha se passado mais de dois meses, desde a discussão que motivou o debate) o outro, por seu turno, estava viajando, o que não justifica, uma vez que ele havia se comprometido em participar da discussão. Diante disso, me restou fazer uma exposição solitária defendendo basicamente que a organização política brasileira não é liberal ou neoliberal, tamanha a sua natureza e condição dirigista.
Expliquei, utilizando o filósofo Olavo de Carvalho, que neoliberalismo significa economia global dirigida, enquanto que liberalismo significa economia popular livre. Afirmei ainda, após um breve histórico sobre o liberalismo, que o neoliberalismo foi um termo cunhado por estatistas, que visavam atingir os preceitos liberais. A aludida terminologia surgiu a partir do Consenso de Washington que, através do economista inglês John Wilhiamson, propôs algumas medidas a serem adotadas pelos países latinos como forma de suplantar a crise. Dentre as medidas sugeridas estão o aumento da carga tributária e a desregulamentação da economia. A primeira é anti-liberal e a segunda não foi adotada no Brasil. Constata-se, portanto, que o consenso não pode ser considerado um receituário liberal, pois agride um princípio básico do liberalismo, bem como não pode ser culpado pelo aumento da desigualdade social no Brasil, uma vez que não foi suficientemente adotado para ser exclusivamente responsável por tal. Apesar de toda a elefantíase crônica do Estado brasileiro, ele continua sendo absurdamente considerado um Estado Neoliberal, camuflando assim, o que ele efetivamente é, e as idéias que de fato o norteiam.
Após minha exposição, que devido ao seu tamanho não será reproduzida aqui, os que pediram aparte, admitiram, para minha surpresa, que "talvez" o Brasil realmente não fosse liberal ou neoliberal, mas insistiram num outro ponto: Negaram a existência de uma propaganda alinhada com as esquerdas. Segundo eles, há uma hegemonia de pensamento, mas esta se baseia nas diretrizes de direita. Pobres coitados!
Para refutar tal afirmação, tida como axioma, fiz uso de um espaço comum a todos eles: a universidade. Comecei dizendo que esta se tratava de um local majoritariamente de esquerda. Lembrei aos assistentes que eles eram discentes de sociologia e de economia e que iria fazer perguntas para uns e depois para outros. Observem as perguntas e respostas:
Quantas e quais são as disciplinas de teorias sociológicas?
Três! Teoria Sociológia I, que é Marx, Teoria Sociológica II, que é Durkheim e Teoria Sociológica III, que é Weber.
Quais são obrigatórias?
Marx e Durkheim
Vos pergunto então: Seria uma mera coincidência Weber, pensador tido como liberal, ser optativo?
Sim.
Tudo bem! Vamos aos estudantes de economia. Quantas disciplinas de Economia Marxista há no fluxograma do curso de economia?
Duas! Economia Marxista I e Economia Marxista II.
Vos pergunto então: Por que não há uma disciplina chamada Teoria Smithiana (para estudar mais detalhadamente o pensamento do liberal Adam Smith) ou uma Teoria Ricardiana (para estudar o pensamento de David Ricardo)? Também seria coincidência?
Após murmurinhos não ouvi nenhuma resposta, de modo que prossegui afirmando que o mesmo poderia ser visto na sociedade em geral. Nos livros do secundarismo, por exemplo, os espaços ocupados por Marx e suas idéias estapafúrdias são imensamente maiores que o destinado a Smith. Se você vai a um show de rock você ver mais camisas do Che que das bandas que estão se apresentando. As bandeiras tão em voga na mídia, nas universidades, nas ruas, como é o caso das quotas raciais, do desarmamento, do abortismo, dentre tantas outras, são constituídas e defendidas pela esquerda, de modo que é a esquerda a grande influenciadora da vida social, política e econômica deste país e não a direita, que por sua vez inexiste no Brasil.
Tudo isso serviu apenas de aperitivo para o que estava por vir. Contarei o restante no próximo post.
Hoje sei que não adianta simplesmente dizer que a amo, é preciso amá-la; Que a distância pode até ser uma mera convenção, como tantas vezes afirmei, mas nos mantém separados; Que ando, mas demoro, demoro tanto que às vezes pareço não andar; Que preciso ir além de linhas escritas à luz de um encantador luar; Que pouco fiz diante da imensidão que há por fazer; Que a razão deve ser seguida, mas não adianta somente ter razão; Que atos impensados são perigosos, mas são autênticos; Que perdi tempo demais para encontrá-la, logo, não temos tempo a perder; Que a busquei em tantos lugares, em diversos olhares, mas que a busca acabou, pois agora sei onde posso encontrá-la e que o seu olhar finalmente reflete o meu; Que para o sonho ser realizado é preciso acordar; Que de nada adianta pensar nos outros se não pensamos em nós, nem em nós se não pensamos nos outros; Que tanto falei em liberdade, embora sempre estivesse preso; Que tenho responsabilidades infinitas, mas também tenho chances finitas de felicidade; Que há outros "quês", mas não tenho tempo de expô-los, preciso agir antes que tudo vire passado, inclusive eu.
Ironicamente tu tens razão, senhorita emoção...
Na janela, o asfalto corre para trás indicando-me o caminho a seguir; Porém, sigo em frente e decepciono a paisagem que se desfaz, desistindo de existir; Olho para cima, para baixo, para os lados, para mim, sem saber se, ao lançar os dados, o meu caminho terá fim; As lágrimas rolam e enxurram os poros, posteriormente enxugados com cetim; Entre um porco e outro me vem à mente a lama de uma trágica trama; Uma vez mais parto com minhas inseguras mãos, mas sem o meu porto seguro: a minha cigana; Muitos me olham e acham que voltei, mas sei que me deixei por lá; A quem interessa essa força, que insiste em me pregar esta peça que sempre se renova sem nunca acabar?
Vos deixo com um artigo publicado no Ermo, espaço onde escreve o meu amigo C Henrique C.
O que há por detrás de tantas inverdades?É sabido que em outubro, mais precisamente no dia 23, acontecerá o referendo que definirá se o comércio de armas de fogo e munição será proibido no Brasil. Diante disso, parece-me oportuno alertar ao leitor que as informações comumente propaladas pelos defensores do desarmamento não são vistas na prática. Vamos a três delas.
Nos foi dito reiteradamente, como forma de angariar apoio popular, que a campanha do desarmamento obteve o êxito desejado. Tal afirmação agride veementemente aos que têm memória. Senão vejamos: O Ministério da Justiça afirmou, ao começar a campanha, que seriam recolhidas 500 mil armas, mas de acordo com os últimos dados, 350 mil armas foram entregues. Esse número quando confrontado com o universo de armas existentes no país, torna-se ainda mais pífio. Segundo a revista Veja, em sua edição datada do dia 20/04/2005, precisamente na página 42, existem 8,7 milhões de armas ilegais no Brasil. Somando-se a isso 3,5 milhões de armas legalizadas, isto é, devidamente registradas no SINARM, constata-se, portanto, que menos de 3% das armas existentes foram recolhidas, apesar da milionária campanha em favor do desarmamento. Definir tal campanha como exitosa é no mínimo abusar da inteligência alheia.
Também nos foi igualmente dito que o desarmamento acabará com as 100 mortes diárias ocasionadas por armas de fogo. Pois bem, ao número de mortes utilizada pelo governo estão inclusas, embora os defensores do desarmamento façam questão de ignorar, mortes ocasionadas, por exemplo, por tráfico, assaltos, execuções, tiroteios entre bandidos e policiais, dentre tantas outras. Isto é, são mortes que não serão de maneira alguma evitadas com o desarmamento civil, já que este atinge as vítimas e não os algozes.
Recentemente, os defendentes do desarmamento civil têm vociferado, em decorrência da campanha, que houve a redução de homicídios. Usam, por exemplo, dados referentes à cidade de São Paulo para ilustrar a aludida afirmação. Ocorre que a queda dos índices de homicídios vem acontecendo desde o primeiro trimestre de 2000, segundo dados da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, ou seja, três anos antes da campanha de desarmamento entrar em vigor. De modo que a diminuição do crime deve-se aos investimentos em segurança feitos pelo Estado de São Paulo e não ao desarmamento civil.
Tais inverdades poderiam ser acrescidas de outras tantas, como a de que os países adotantes do desarmamento tenham por conta disso reduzido seus índices de criminalidade, quando se sabe que na Turquia, Alemanha, Camboja, Uganda, Austrália, Inglaterra, dentre outros, isso não ocorreu de fato; a de que a população em geral tem contribuído com a entrega de armas, quando, segundo O Globo de 15/06/2005, apenas 10% das armas recolhidas foram entregues por pessoas das chamadas classes A e B. Assim, enquanto os menos afortunados se desarmaram, os ricos mantém seus seguranças armados. Segundo o filósofo Olavo de Carvalho, "vitorioso o desarmamento civil, a diferença entre protegido e desprotegidos será tão vasta, chocante escandalosa, que dificilmente se poderá conter o ressentimento popular contra os privilegiados da segurança pessoal".
O que há por detrás de tantas inverdades? Se o desarmamento fosse tão necessário seus porta-vozes careceriam de mentiras para convencer a população a aprová-lo? Ao votar, caro leitor, reflita e não jogue fora a chance de defender a sua vida e os seus bens, especialmente em épocas em que o Estado não consegue efetuar sua tarefa básica, isto é, a segurança de todos nós.
Como foi bom...
discutirmos o futuro e relembrarmos o passado;
Como foi bom...
saber-me seu, senti-la minha;
Como foi bom...
fazermos juntos o que fazíamos separados;
Como foi bom...
andarmos por ruas vazias seguindo a lua cheia
Como foi bom...
dormir e acordar ao seu lado
Como foi bom...
percorrer sem freios as curvas do teu corpo nu
Como foi bom...
sorrir, chorar, falar, calar
Como será bom...
quando eu puder me reportar a você no presente e não mais no passado.
Vejam, caros juvenílicos, alguns acontecimentos relacionados a presidentes, ao longo dos meses de agosto. Tais informações foram extraídas do site Primeira Leitura (link ao lado) e listadas por Reinaldo Azevedo.
08 de agosto de 1974 – Presidente americano Richard Nixon renuncia à esteira do caso Watergate;
19 de agosto de 1991 – Golpe contra Gorbachev na extinta URSS. Dura três dias. É o começo do fim;
22 de agosto de 1976 –
Ex-presidente Juscelino Kubitschek morre em acidente automobilístico;24 de agosto de 1954 – O presidente Getúlio Vargas se suicida;
25 de agosto de 1961 – O presidente Janio Quadros renuncia;
28 de agosto de 1992
– Processo de impeachment de Collor é admitido pela Câmara dos Deputados;31 de agosto de 1969 –
O presidente Costa e Silva deixa o cargo, impedido por uma trombose cerebral. Assume uma junta militar (a parte ruim da coisa).Tanto falei para tantos, enquanto naufragavam em deleitáveis prantos; Disse que por detrás dos mantos moravam demônios e não santos; Que além da encantadora imagem da sereia havia um perigoso canto em noite de lua cheia; Que os falsos vôos tinham como destino, verdadeiras teias; Que aquele que se dizia salvador, nada mais era que a versão cândida do carrasco; Que nos foi prometido o céu, mas que iríamos para debaixo dos cascos; Que quem muito fala pouco faz; Que não adianta andar para frente sem nunca olhar para trás; Que agora não nos importa tantos “quês”, pois todo “bendito proletário” vira um “maldito burguês”; Triste é saber que talvez assumamos os erros, mas ainda assim iremos repeti-los com a patetice de sempre.
“Mente vazia, oficina do diabo”. A aludida expressão popular atingiu-me de cheio ontem, enquanto degustava alguns aperitivos enzimáticos. Assim, me veio à mente a constatação de que os nomes de Delúbio Soares, Marcos Valério e Silvio Pereira são compostos por treze letras, cada um. Qual é mesmo o número do PT?
Minutos depois um outro devaneio me permeou à cabeça: Na última semana, Lula da Silva fez uso de uma célebre frase do Zagallo (que tem o treze como número de sorte): "Vocês vão ter que me engolir". Coincidência, morte ou mais uma teoria barata de conspiração?
Se quiserem me perguntar se não havia algo melhor para postar, vos digo que não.
Há um mês, ausentei-me do juvenília. Pensando nisso, me veio à mente a seguinte indagação: O que mudou em nossa pindorama durante meu afastamento, quando me entreguei à Síndrome da (Marilena) Chauí, isto é, não li jornais, revistas e, praticamente, não vi TV? Em tempos de transformações constantes e efervescentes é provável que algo de novo tenha acontecido, certo? Errado! Nada mudou! Avassaladoras ondas de corrupção são fantasias de outros carnavais. Os passistas podem mudar, os vestes não. Alguém poderia alegar que estou me reportando somente aos acontecimentos políticos, mas é preciso conceber que o mundo gira em torno desses acontecimentos, ou melhor, deixa de girar por conta deles.
Diante disso, me ponho a fazer sintéticas observações pontuais que permearam o mês de julho. Várias foram as vezes em que se indagou o seguinte: Qual a origem do dinheiro do "mensalão"? Lula sabia ou não do esquema de corrupção? Primeiro, mesmo que o dinheiro sacado das contas de Marcos Valério não seja oriundo dos cofres públicos, ele teve obviamente más intenções, de modo que visaria, por exemplo, algum retorno como beneficiamento em licitações, o que é irregular. Portanto, de uma forma ou de outra, os envolvidos deveriam ser rigorosamente punidos, e no caso dos parlamentares, terem os direitos políticos cassados, sem chances de renúncia, uma vergonhosa válvula de escape, em que o réu confessa o crime, mas não é punido, podendo candidatar-se no próximo pleito.
Segundo, não vejo como Lula não sabia do esquema. De todo modo, ele estaria demonstrando que governou mal o pais, caso soubesse e que não o governou, caso não soubesse. Incompetente ou irresponsável? As duas possibilidades são graves, especialmente em se tratando do presidente da república.
Outro ponto que merece destaque é que Jefferson em nenhum momento se mostrou arrependido do que fez. Ele somente escancarou a crise política por vingança e ódio, caso contrário teria ficado calado. Fala-se em corrupção com a maior naturalidade do mundo e sem ressentimentos. Alguns especialistas defendem a tese que a postura comedida em relação ao Lula, especialmente por parte da oposição, visa "cozinhar" o presidente, fragilizando-o cada vez mais, de modo a torná-lo ilegível no próximo pleito, caso seja candidato. Muitos não estão olhando para o destino do país, mas apenas para possibilidades políticas condizentes com seus interesses particulares. Se tivéssemos uma oposição de fato esse presidente já estaria merecidamente baleado, como não a temos, o presidente continua como vítima e ponto final.
A mídia, a oposição, o povo, dentre outros, têm demonstrado gritante surpresa em relação ao que está acontecendo no governo do PT, quando na verdade isso estava exposto àqueles minimamente atentos. Como esperar que um partido ideologicamente socialista, logo, estatista (eis os inúmeros cargos criados), dotado das mais mirabolantes bravatas, fosse realizar um bom governo? Isso nunca ocorreu e nem vai ocorrer. Dizer que fez, mas que outros também fizeram, como afirmou o Sr Delúbio, não exime os petistas. É o mesmo que um adolescente chegar da escola e defender-se dizendo: "pai eu tirei nota baixa, mas a maior parte da turma também tirou". Afirmar que o PT se corrompeu por ter se inserido num sistema corrupto também não procede. É óbvio que o sistema é corrupto, mas não foi o sistema que pediu que o PT se corrompesse, foi o PT que se corrompeu para agilizar seu acesso ao sistema.
À guisa de conclusão, é digno de nota afirmar que muitos falam em poupar o presidente, sob pena de tornar o país ingovernável. Dito de outra forma, roubem os brasileiros, mas deixem as instituições funcionando, embora de forma caótica como se ver. Tal procedimento deixa o criminoso à vontade, já que ele pode cometer o crime e alegar que caso seja punido, as instituições do país estarão em jogo. Onde estará o filósofo do absurdo?
Ah, antes que me perguntem se realmente nada mudou, digo que a única alteração se deu no discurso presidencial, quando Lula, O Incomparável, se comparou a Getúlio Vargas. Até então o Sr Bazófia considerava o seu governo infinitamente mais eficaz que qualquer outro na história do país, inclusive na corrupção, não é senhor presidente?
Após trinta voltas em torno da mais esplêndida felicidade, me encontro de volta! Dessa forma me ponho, desde já, a realizar alguns agradecimentos: Aos fiéis juvenílicos, que se fizeram presentes durante minha necessária ausência; Ao MaC, por ter alimentado o sempre faminto juvenília e, principalmente, à minha Luz que reveste a Lua, por ter iluminado a minha vida como nunca antes.
Muito obrigado a todos.
Amanhã voltarei com algum escrito.
Grato,
Camus
Noites nubladas
Infelizmente a distância tornou-se um obstáculo inconveniente. Estamos afastados, embora estejamos unidos a fio, que na verdade não é o bastante para nos satisfazer como desejaríamos. Mas, não pense que os quilômetros implica em esquecimento, eles nada são, além de uma mera convenção humana que demonstra a fraqueza dos que não sabem sentir com razão e pensar com emoção.
Não a vejo, mas a sinto sempre. Consolo-me ao saber que é incomparavelmente melhor sentir e não ver, do que ver e não sentir. Raras são as pessoas a quem, apesar de não vê-las, dedico meus sentimentos, por outro lado, são incontáveis aquelas que sempre vejo mas nunca as sinto.
Os deficientes visuais não conseguem enxergar, mas isso não os tornam insensíveis, pelo contrário, os transforma em seres intensamente sensíveis. Lembre-se, a distância é indiscutivelmente incômoda, mas é suportável!
Por fim, a visão é sem dúvida imprescindível, mas não seria tão relevante caso não houvesse o sentimento. Nas noites em que a lua encontra-se envolvida por densas nuvens, e por isso se torna aparentemente invisível, não adianta procurá-la em nenhum lugar, que não em você. Eis o momento em que tenho a certeza que me encontro em você.