
Os partidos que se dizem socialistas, quando na oposição, comumente criticam o Estado taxando-o de explorador, repressor, dentre outros, que horror! O que eles querem? Um Estado mínimo ou a inexistência de Estado? A primeira opção pertence aos liberais, já a segunda, aos anarquistas. Assim sendo, o que realmente os socialistas pretendem? Eis a resposta: um Estado gigante e tirânico! A história nos demonstra exatamente isso. Fechar os olhos para ela é vivermos no obscurantismo. Veja o caso da ex-URSS, da Ilha de Cuba, da gigantesca China, para ficar em apenas três exemplos. Dizem em épocas de oposição ser contra o Estado, mas uma vez dentro dele o incham assombrosamente. Um exemplo visível é o que o governo Lula está fazendo, isto é, criando inúmeros cargos para seus compassas ou se preferirem, para os seus "companheiros". Eu nunca tive dúvidas que este governo agiria dessa forma. Isso faz parte de sua natureza autoritária. E isso, francamente, não tem nada de liberal, pelo contrário. Chamar um governo com tamanha carga tributária e que sofre de elefantíase, de liberal, é o mesmo que chamar Mahatma Gandhi de Adolf Hitler, tamanha a distância que os separam. E as bravatas, seriam frutos da incoerência? Também não! Reflitam bem e me respondam: o que os socialistas dizem que não são bravatas? Tirem as bravatas dos socialistas e eles perecerão sem voz. Enfim, afirmar que há incoerência entre o que governo prometeu e o que tem feito é pertinente, agora, é preciso conceber que tal prática é comum aos veneradores de Castro, Mao, Che, isto é, trata-se de um mecanismo utilizado por seus seguidores. Imaginem se o Lula seria eleito acenando para o aumento do Estado e da carga tributária, por exemplo.
Como faz frio nesta terra de ninguém! Lábios gélidos, pernas trêmulas, caminho para o além. Outrora ao seu lado, hoje sozinho. Antes pomar, agora espinho. Os olhos que refletiam a sua presença agora servem de espelho para a sua inexistência. Não há nada além, nem aquém. Daqui pra frente é frio e solidão. Tudo bem, pânico não. Sempre amei a adversidade e venerei a instabilidade. Me sinto derrotado quando passo um só dia sem algo perder. A perda faz parte, é arte. Não viveria se fosse um eterno vitorioso, um derrotado ocioso. Preciso receber um não, ferir-me, passear pela sarjeta, derrapar nas sinuosas curvas, ir de encontro ao chão. Sofrer um pouco, chorar por muitos. Eis o que me faz buscar o outro lado, a pista, a satisfação, o sim, a cura, a conquista. Colho a ofensa da derrota simétrica, para logo depois ir de encontro a contemplação da vitória torta. Não há vitória sem derrota, como também não há luz sem escuridão.
"Um jornalista perseguia o escritor francês Albert Camus, pedindo que explicasse detalhadamente o seu trabalho. O autor de "A peste" se recusava dizendo:
- Eu escrevo, e os outros julgam como entendem.
Mas o jornalista não sossegava. Certa tarde, conseguiu encontrá-lo num café em Paris, sentou em frente a ele e disse:
- A crítica acha que o senhor nunca aborda um tema profundo, eu lhe perguntaria agora: se tivesse que escrever um livro sobre a sociedade, aceitaria o desafio?
- Claro, respondeu Camus.
- O livro teria cem páginas. Noventa e nove seriam em branco, pois não há o que dizer. No final da centésima página, eu escreveria: "O único dever do homem é amar"".
Se o "filósofo do absurdo" disse isso, seria um absurdo não dizer.
Texto extraído do site www.minuto.poetico.nom.br
Como forma de agradecimento pelo ocorrido no último final de semana, quando desfrutei momentos indescritíveis ao lado de um "carinha" que me transformou, resolvi republicar o post sobre meu pequeno grande irmão. Amanhã voltarei ao ineditismo, por enquanto, me satisfaço com a lembrança da pequena imagem que há tempos carrego na mente e no coração.
Outrora não gostava de fotografias. Sempre as achei ditatoriais por enclausurar as imagens, roubando-lhes a sublime liberdade do movimento e cobrindo-lhes da mais melancólica inércia. No entanto, atualmente tenho sobre minha escrivaninha uma fotografia. Ela expõe de forma fidedigna a imagem do meu irmão de um ano, com a sua peculiar seriedade mesclada com uma improvável tristeza, que deixa os curiosos com dó. Sempre gostei de crianças, mas à distância. A inquietação e os gritos de tais seres me deixavam nervoso e profundamente incomodado. Já nos dias que correm me deleito com a grande companhia do pequeno irmão, que me observa como se fosse a única imagem que lhe fosse permitido olhar. Me tornei mais compreensivo, revi conceitos, enfim, me livrei do manto petrificado que desde sempre me circundava e me atirei na imensidão do mar de sentimentos. Quanto à fotografia, não há nada melhor. É a única forma de visualizar meu irmão quando ele se encontra à distância. Fixo o olhar no papel colorido como se fosse a única imagem que me fosse permitido olhar. Como é possível um pigmento humano operar tamanha transformação? A fotografia que um dia foi prisioneira, hoje me aprisiona o olhar e liberta minha imaginação que vai de encontro ao pequeno irmão.
Como forma de complementar o post anterior, cito alguns pontos que contrariam a valia do confisco das armas dos cidadãos brasileiros. São eles: Londres sofreu o desarmamento civil e hoje detém os maiores índices de criminalidade da Europa; Segundo a ONU – Organização das Nações Unidas, houve um aumento de nada menos que 35% nos assaltos à mão armada e 32% nos assassinatos com arma de fogo; Vamos à América. O Estado de Washington proibiu o porte das armas de fogo e hoje é o lugar mais violento do país; Já na Virgínia, onde há porte de arma, a criminalidade é irrelevante; Ademais, o Estatuto do Desarmamento veementemente defendido pela mídia, "senhora dos nossos destinos", e por uma parte dos políticos, é inconstitucional, já que fere os direitos de propriedade, de segurança pessoal e os direitos adquiridos; Com o famigerado estatuto, se armar para se defender, proteger sua propriedade ou sua família, será considerado um ato criminoso; Não restam dúvidas que os assaltos aumentarão proporcionalmente à ousadia dos bandidos; As invasões domiciliares serão mais freqüentes; Diante de tudo isso, é válido dizer ainda, que a cúpula da nação, os ministros, senadores, deputados, dentre outros "engravatados", continuarão com o privilégio do porte, além é claro, de contar com seguranças pagos com o dinheiro do povo. Este por sua vez estará cada vez mais vulnerável. Que lei é essa?
Há atualmente no Brasil uma fervorosa campanha contra as armas de fogo. Analisada superficialmente parece ser uma idéia pertinente, mas meticulosamente, torna-se preocupante. Todos os regimes ditatoriais começaram com o confisco das armas dos cidadãos. A Rússia de Lênin, a Itália de Mussolini, a Alemanha de Hitler, a Espanha de Franco, o Portugal de Salazar, a Cuba de Castro e é claro, o Brasil de Vargas. Este por sua vez, fechou inclusive uma tradicional instituição denominada Tiros de Guerra. O domínio total de um governo em relação a uma nação, passa pelo desarmamento dos cidadãos.
Por que não começar pelo desarmamento dos bandidos? Do que nos adianta entregarmos nossas armas, se os que realmente as utilizam para fins maléficos não as entregarão por nada, muito menos pela migalha ridícula que o governo está ofertando?
Temos uma infeliz e avassaladora tendência de negligenciar o que nos foi passado pelas gerações anteriores. Ignoramos o passado. Não temos por ele a mais ínfima estima. O fuzil é mais eficaz que o arco e flecha. O computador infinitamente melhor que a máquina de datilografar. Quando constatamos o exposto estamos sendo etnocêntricos do ponto de vista temporal, já que avaliamos o passado com os olhos do presente. Quando queremos compreender e avaliar um evento histórico, se faz necessário viajar no tempo e ir de encontro ao que se pretende ajuizar. Quando queremos entender uma sociedade é preciso nos inserir nela, sem preconceitos e com o mínimo de idéias preconcebidas. Para entender um autor e sua obra é preciso compreender o contexto em que ele se encontra. Tanto o arco quanto a máquina atingiram os propósitos a que se dispuseram. O passado deveria nos servir de base, de alicerce para construirmos o futuro, retificando erros, ratificando acertos. Sem o passado não teríamos presente. Sem os "rudimentares" instrumentos de ontem, não teríamos os "evoluídos" instrumentos de hoje. O que vem depois não quer dizer que é melhor, apenas se encontra, no tempo e no espaço, numa situação, talvez, mais privilegiada, por ter um maior leque de experiências à sua disposição. Não se trata de vivermos no passado, mas, de usá-lo como referência. Negligenciar o passado é nos levar rumo a uma lenta e degradante deterioração de nossos valores morais, culturais e espirituais.
O que seria da sociologia sem Durkheim e Weber, por exemplo? Ou ainda, da economia sem Adam Smith? Da política sem Maquiavel? Da física sem Einstein e Newton? São seres pertencentes ao passado, mas suas obras continuam no presente. Sem elas, não colheríamos os frutos da atualidade e ai sim, estaríamos enraizados num passado distante.
Os quilômetros vão, a noite vem; Com ela inúmeras estrelas, com eles um único alguém; Os olhos se fecham, a boca também; O tempo, o espaço, sua imagem, uma miragem; Miro os olhos em ti, tiro-os de tudo que não de você; O calor do corpo se choca com o frio do nada; Você: um bem que me fez mal e um mal que me faz bem; Antes minha, hoje sua; Antes teu, hoje meu; Outrora permissão, agora liberdade; A tive insistentemente por tanto tempo e agora tanto tempo me falta, para o quê, não sei, mas me falta, me farta; Sinto um vazio a ser preenchido por um ínfimo instante; A quero de repente, temporariamente, não abusivamente; Surgem novos horizontes com velhas paisagens; Velhas cenas com novos atores; Placas na margem, listras no centro, asfalto sem fim, insetos em mim; 110, 120, 130... Calma, para quê tanta velocidade, se caminho para a promiscuidade; Melhor é mudar o rumo, abandonar o fumo, não mais me tragar; Desculpe-me, desculpe-me, desculpe-me... desculpe-se... Sou assim, pra mim; Momento teu, eternidade minha; Sem posse, mas com uma boa dose para continuar a trilhar a satisfação que há em mim.
Vejam o que li na Editoria da APADDI no último dia 16:
Um minuto depois liguei de novo:
- Olá, disse eu, Liguei há pouco porque tinham pessoas no meu quintal. Não precisam vir depressa, porque já matei os bandidos.
Passados alguns minutos, estavam na minha rua meia dúzia de carros da polícia, um helicóptero e uma unidade de resgate.
Eles apanharam os ladrões em flagrante.
Um dos policiais disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado os bandidos.
Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.
José não tem dinheiro, mas se o tivesse não compraria livros; se os comprasse, não os leria; se os lesse não os compreenderia; se os compreendesse, não os praticaria. Eis nossa miséria literária.
Deixo-os então, com quatro célebres frases que registram a importância do livro, este instrumento que tanto negligenciamos:
Dê um susto em seus pais. Leia um livro.
Marco Duailibi
Dar um livro a alguém não é apenas uma gentileza, é um elogio.
Sêneca
O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive
. Pe. Antonio Vieira
Nos livros aprendi a fugir ao mal sem o experimentar.
Camilo Castelo Branco
As críticas tecidas neste blog, sobre a geração do comodismo, ocasionaram a exposição de pontos de vistas díspares. Sem dúvida há uma ferida exposta, que gera um mal estar quando tocada. Atingi e comigo os leitores, um ponto delicado, que talvez seja o cerne de nossos problemas, ou pelo menos contribui com a sua manutenção. Vamos então, aos principais posicionamentos dos leitores: I – A juventude se encontra sem rumo, devido o comodismo e a ausência de consciência crítica e valores construtivos; II – É cômodo criticar o comodismo dos jovens, o difícil é impedi-lo na prática; III – A juventude não tem culpa da inércia que a envolve, mas sim o sistema. Agora, me parece pertinente alguns comentários acerca do exposto. Sou partidário do primeiro ponto, logo, não irei comentá-lo, por já tê-lo feito. No que tange o segundo ponto, concordo que é preciso ir além da crítica, mas apontar equívocos num mar de verdades absolutas é um bom começo e prepara o terreno para as ações necessárias. Por fim, o terceiro ponto só reforça o que disse, isto é, que a juventude se encontra alienada e distante da realidade. Agora, não podemos admitir simplesmente que a culpa se encontra no sistema, pois se assim o fizermos, estaremos dando às costas a qualquer possibilidade de mudança. Se o sistema não muda as pessoas, se faz necessário que as pessoas mudem o sistema. Como? Questionando-o! Revitalizando-o! Mas como questionar se não temos tal hábito? Eis o problema que precisamos analisar e superar. Se nossos jovens não conseguem pensar, mesmo aqueles que estudam em boas escolas, é porque há algo de errado no que eles estão aprendendo e/ou na forma como eles estão aprendendo. Vos pergunto então, quais as metodologias de ensino normalmente aplicadas em sala de aula pelos imponentes professores? No país que tem como ícone da educação o marxista Paulo Freire não é difícil responder a tal pergunta. O aludido método torna as pessoas verdadeiros especialistas em suas realidades, mas consegue afastá-las de realidades outras. Como o homem é um ser social, portanto disposto a várias realidades, desconhecer o continuum de formas existentes, de possibilidades, de diversidades, embora minimamente, é deixar as pessoas ilhadas em torno de sua realidade. Faço um parêntese para dizer o seguinte: dêem uma criança ao Piaget e ele fará o que bem entender com ela. Toda essa discussão em relação aos jovens não é por desmerecê-los (até porque me considero jovem) mas sim por achá-los essenciais para a eclosão do desenvolvimento.
O que esperar de um país que tem como maior ideólogo Duda Mendonça? Que não consegue se desvencilhar de problemas seculares como a fome e o analfabetismo? Que adora os Paulos, Freire, Coelho, Maluf? Que odeia os Jaguaribes, os Campos? Que não consegue ler nada, além de livros de auto ajuda? Que se engana ao acreditar que se encontra no caminho certo? Esse é o país que queremos? Enquanto isso continuamos com o discurso de sempre, ou seja, a culpa é deles, os norte-americanos, os poderosos, os políticos, os empresários... E nós, não temos culpa de nada? Somos realmente inocentes? O que temos feito para modificar a realidade em que estamos inseridos? Não questionamos, só aceitamos. Não desobedecemos, baixamos a cabeça e nos transformamos em meros e infelizes fantoches. Acreditamos ser senhores, quando na verdade nunca deixamos de ser servos.
Se os jovens de hoje representam o futuro do país, pobre futuro teremos. Quais os valores dessa geração? De que forma pensa, sente, age? Não pensa; banalizou o sentimento; é extremamente acomodada. Quais seus ideais, suas causas? O que pretendem, se é que pretendem algo? Não há causas e nem efeitos. Nada existe além de corpos mumificados indo a lugar nenhum. Encontra-se permanentemente em busca do nada, quando na verdade o nada se encontra em seu interior. Infelizmente o futuro está aprisionado nas mãos de uma massa paralítica e sem personalidade. Tento, mas não consigo encontrar uma só contribuição relevante que seja de autoria dos jovens de hoje. É dever básico de uma geração, entregar à seguinte, uma realidade melhor do que aquela recebida da geração precedente. Volto a indagar: qual o legado que a atual geração juvenil deixará às posteriores? Esta geração passará pela história sem deixar pegadas, sua marca registrada. Logo, logo, será esquecida e enviada diretamente ao ostracismo, lugar no qual, caberá muito bem. Pobres, estão indo em direção ao precipício e não se dão conta e o que pior, arrastam parte do futuro com eles. Nos rostos espinhosos, um sorriso demente sem motivo aparente. A geração ora citada é o resultado da histórica incompetência de um país, que objetiva um dia o desenvolvimento.
Sinceramente, responda-me, o que o faz sair de casa? Hoje em dia, quase nada! Muitos já trabalham no conforto de suas residências. Outros estudam sem ir à escola. Mantimentos, remédios, mulheres... Tudo conseguimos com apenas um telefonema. Estamos cada dia mais paralisados e acomodados. Não precisamos ir à casa do amigo, basta lhe enviar um e-mail ou "trocar idéias" pela Internet. Os deslocamentos físicos estão sendo drasticamente diminuídos. Não vamos à montanha, ela é que vem até nós. Os espaços públicos não são mais ocupados. Ao continuar assim, as ruas estarão desertas. As relações sociais carecem de solidariedade, mas a ausência de contato físico obstaculiza tal ocorrência. A situação em que hoje nos encontramos, nos apresenta, indiscutivelmente, algumas vantagens, mas não podemos ignorar os malefícios. Até meu deleite ao ler uma bela obra pode ser extinto. Eis a indagação feita por André Azevedo da Fonseca num recente artigo: "Serão os livros substituídos por labirintos de hipertextos atualizados diretamente no cérebro?" Segundo McLuhan, as tecnologias são extensões do corpo humano. O problema é sabermos até onde o corpo se estenderá?
Voando por escuras ruas contemplo as estrelas e converso com as luas. Com as luas? A duplicação da rainha noturna me soa como um toque de recolher. Mas abandonar a escuridão onde sou senhor para me encontrar com o dia onde nada mais sou que um reles servo, não me parece uma boa escolha. Os olhos refletem a doce lua, mas se fecham diante do ardente sol. Abdicar da frieza, da solidão, dos sonhos e da liberdade, para ir de encontro ao calor, às más companhias, à árdua realidade, à prisão, é uma estupidez imperdoável, que desde sempre me persegue e que provavelmente nunca conseguirei me desvencilhar.
A pedra que lanço ao alto fura a neblina. Jogo uma, voltam duas. Eis a segunda duplicação causada pelo álcool que passeia velozmente no meu sangue. O barulho das pedras ao tocar o chão deixa em pedaços o ensurdecedor silêncio. Já passam das quatro quando finalmente chego ao quarto. Quatro paredes, um só ser. Quatros cantos, um só pranto. Tanto voei para chegar ao lugar onde sempre cheguei. Clausura! Loucura! Sou um pequeno ponto no centro de um quadrado de concreto. Uma lâmpada coberta por vinte mosquitos, que se contorcem em torno do nada, vangloriando um mísero foco detentor de uma iluminação artificial.
Como desistir da noite, da embriaguez, do vôo livre? Tento manter os cansados olhos abertos, mas eles se fecham e assim, vou de encontro ao chão e executo um pouso forçado de volta a áspera realidade. Eis o insistente fim de todas as noites. Elas se desfazem com o raiar do sol. A criança despreocupada e feliz se torna um adulto estressado e cabisbaixo. Tento sumir na escuridão, mas o dia sempre me captura e me faz capacho da rotina. Sou um morcego em busca de um sangue que nunca encontro e que provavelmente nunca encontrarei. Serei sempre um insatisfeito em busca de uma satisfação inalcançável. Nada me resta agora, além de fechar os olhos à espera da noite seguinte.